As chamadas “chuvas de verão ou veranico” deste ano estão sendo diferentes e mudaram o cenário das regiões rurais do Centro-Leste mineiro. O que era para ser intermitente passou a ser constante e ganhou o prolongamento das chuvas no campo. “Tem chovido tanto, que poderá favorecer em muito, o plantio do milho este ano”, declarou Nenego, gerente de Serviços do Centro de Tradições de Senhora do Carmo, distrito de Itabira.

Lá, no distrito de Senhora do Carmo, zona rural do município de Itabira, terra do Drummond, já se fala em misturar a bela poesia do poeta, com as festas tropeiras tradicionais que envolvem os dois distritos de Carmo e de Ipoema ao lado.  O entusiasmo chega a ser tão grande, que já se comenta a possibilidade de se criar o 1º Festival do Fubá Suado, em homenagem ao trabalhador do campo.

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MILHO GANHARÁ DESTAQUE NA ECONOMIA DO CENTRO-LESTE MINEIRO

Fato, certamente, que repercutirá positivamente no fomento e faturamento das estimativas dos agricultores, que trabalham com produção de grãos. Conhecida no passado, como a 4ª maior produção de milho do estado de Minas Gerais, o distrito do Carmo, perdeu o bastão para outras regiões, com o êxodo dos trabalhadores mais jovens.

A febre tecnológica e a vontade de ganhar o mundo, aos poucos fez com que muitos trocassem a enxada pelos bancos de escolas dos municípios da circunvizinhança. Com isto, houve uma queda significativa da produção de grãos. “Era tão grande a nossa produção, a ponto de um tempo não haver lugar para armazenar o milho; tínhamos de deixa-lo exposto ao ar livre por falta de galpões apropriados", comentou o ex-vereador de Itabira e gerente à época do maior armazém da região, o Sr.

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Tãozinho Leite.

DERIVADOS DO MILHO ATRAEM PRODUTORES DE EVENTOS

De olho nessa fatia de mercado, com o aquecimento da economia tropeira na zona rural, o empresário e produtor artístico, Zacarias Monteiro, montou em Itabira, o Birô Cultural. Um escritório de promoções e produções de eventos artísticos que pretende atuar nesse nicho de mercado. De acordo com Zacarias Monteiro, o interesse não é de agora. Filho do Carmo, ele morou nos “Gorduras”, uma comunidade na entrada do distrito até os 15 anos.  “Com o crescimento naquela época da Cia Vale do Rio Doce, não tive como ficar no campo, pois o desejo de trabalhar nesta grande empresa falou mais alta. Hoje, aposentado, senti vontade de experimentar novos desafios. Esse interesse de investir nesse mercado, tem várias vantagens que favorecem esta minha iniciativa”, comentou Monteiro. #Agricultura