Procuram-se equipamentos eletrônicos no valor de mais de R$ 5 milhões na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Depois de uma denúncia na imprensa, o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito a fim de investigar onde foram parar os equipamentos adquiridos pelo legislativo belo-horizontino, que ainda não foram localizados. São pelo menos dez objetos, entre eles uma TV de 55 polegadas, dois fones de ouvido profissionais, dois microfones sem fio e cinco estantes que servem para guardar os equipamentos. Valor total: exatos: R$ 5.582.874,00.

Os objetos foram comprados mediante licitação, conforme determina a lei. O contrato, que levou o número de 01/2013, recebeu cinco aditivos (aumento no valor inicial).

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Segundo relatório da pessoa responsável pelo almoxarifado da Câmara Municipal, as notas fiscais relativas aos equipamentos começaram a chegar em agosto de 2014 e que a identificação e incorporação ao patrimônio do legislativo municipal teve início em dezembro. A responsável alega que houve alguma dificuldade na execução da tarefa por falta de pessoal, mas que mesmo lentamente os trabalhos continuaram. O setor também se queixou, em relatório oficial, de que uma série de itens como cabos de rede, softwares e kits para conexão eletro-eletrônico não puderam ser inventariados.

A Câmara Municipal também abriu processo administrativo que tem um prazo de 15 dias úteis (contados a partir da quarta-feira [18]) para se pronunciar.

Agressão

Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte na ocasião em que a licitação da compra dos equipamentos eletrônicos foi realizada, o vereador Léo Burguês (PSL), deverá ser ouvido tanto pelo MPE quanto pela sindicância interna da Câmara, mas demonstrou irritação e agrediu verbalmente a reportagem do jornal "Hoje em Dia" em seu pronunciamento.

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“Todo mundo conhece a fama desse jornalista Ezequiel Fagundes [repórter do jornal]. Um escroque, um escroque, pode escrever aí. Ezequiel é um escroque, não para em lugar nenhum. Um mentiroso, uma pessoa que não tem caráter, não tem escrúpulo”, acusou.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais manifestou solidariedade ao repórter Ezequiel Fagundes. "Ezequiel apenas exerceu sua função e, ao contrário do vereador, nunca esteve envolvido em escândalos (...)" diz a nota fazendo referência a uma série de denúncias que envolvem o nome do vereador. #Justiça #Crise #Corrupção