O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Belo Horizonte chegou a 2,94% no mês de janeiro, o maior índice para o mês desde a implantação do Plano Real, em 1994. Já a cesta básica, também na capital mineira, foi calculada em R$ 413,04, valor 22,95% maior quando comparado a janeiro de 2015. Os cálculos são de pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), - órgão ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo os economistas do Ipead, os maiores responsáveis pela alta da #Inflação foram os alimentos, as passagens de ônibus urbanos, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e os empregados domésticos.

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No item alimentação, novamente o preço do tomate chama a atenção com variação de 55,26% em um mês e um acumulado de 95,10% nos últimos 12 meses. Além do tomate, a batata inglesa registrou variação de 7,16% e a chã de dentro, de 1,95%. Em contrapartida o café moído registrou queda de 0,11% e a banana caturra caiu 8,78% As passagens de ônibus foram reajustadas duas vezes no ano passado, chegando a R$ 3,70 a tarifa mais comum. Na variação mensal o índice chegou a 8,48%. No caso do empregado doméstico, a variação sofreu o impacto do salário mínimo que passou de R$ 788 para R$ 880 desde o primeiro dia do ano. O IPTU é um tributo que sempre pesa no começo do ano, época de seu vencimento.

O IPCA mede a evolução dos gastos das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. Outro índice, calculado pelo Ipead, o IPCR (Índice de Preços ao Consumidor Restrito), que mede o impacto dos preços em famílias que ganham entre um e cinco salários mínimos, registrou variação de 2,35% em janeiro.

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O que surpreendeu os técnicos do Ipead foi a queda dos preços no item 'alimentação de fora de casa' com um decréscimo de 1,61%. Eles atribuíram a redução aos próprios comerciantes que tiveram de se adaptar para não afugentar a clientela e reduziram a oferta de alguns produtos mais caros e fora de safra.

Com relação à cesta básica, o valor de R$ 413,04 representa 46% do atual salário mínimo. Ela representa, segundo o Ipead, os gastos de um trabalhador adulto com alimentação, definida pelo Decreto Lei 399/38 e coleta o preço de 13 produtos alimentares.