Uma das maiores empresas do Estado de Minas Gerais e uma das mais importantes usinas siderúrgicas do país, a Usiminas, enfrenta dificuldades e pode entrar com um pedido de recuperação judicial. Após cinco quedas consecutivas em seu faturamento trimestral, a empresa passa por dificuldades de caixa, rebaixamento nas recomendações de investimento por organismos internacionais, além de uma disputa envolvendo os dois acionistas majoritários: os ítalo-argentinos da Ternium e os japoneses da Nippon Steel, atualmente na presidência.

Funcionários, acionistas e credores estão com as atenções voltadas para a próxima quinta-feira (18), quando serão divulgados os resultados do último trimestre de 2015.

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O balanço mais recentemente divulgado indica que a Usiminas saiu de um lucro líquido de R$ 326 milhões, nos nove primeiros meses de 2014, para um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões nos nove primeiros meses de 2015.

Situada em Ipatinga (a 200 km de Belo Horizonte, no Vale do Aço), a Usiminas foi fundada na década de 50. Foi uma das primeiras siderúgicas a serem privatizada na década de 90 e chegou a liderar a comercialização de aços planos laminados a frio e a quente, bobinas, placas e revestidos, destinados principalmente aos setores de bens de capital e de bens de consumo da linha branca, além da indústria automotiva.

Tensão

Na cidade, de cerca de 140 mil habitantes, o clima é de apreensão. A população teme por uma onda de demissões em massa. Segundo a prefeitura do município, só a siderúrgica é responsável por 51% da arrecadação de todo o IPTU da cidade.

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Em decorrência da #Crise, a prefeitura também vem amargando quedas nas arrecadações do Imposto Sobre Serviços (ISS) e no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O outro lado

Ao site da revista Exame, "uma fonte (não identificada) disse que a siderúrgica tem conseguido renegociar suas dívidas com os credores bancários, mas que ainda encontra dificuldades em conseguir dinheiro novo para financiar a operação no dia a dia.

A Usiminas não comentou o assunto. #Crise econômica