Cartão-postal de Belo Horizonte que agoniza há vários anos, a Lagoa da Pampulha é alvo de novas promessas de revitalização e recuperação. Começaram nesta quinta (17) obras preliminares para a recuperação da qualidade da água, ao mesmo tempo em que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) assinava uma ordem de serviço dando início oficial aos trabalhos. A promessa: em 10 meses a área estará livre do mau-cheiro, da poluição liberando a população para a prática da pesca amadora e de esportes náuticos - entre eles o stand-up paddle.

Oficialmente os objetivos são "livrar a lagoa de florações de algas, de maus odores e da mortandade de peixes, enquadrando-a na Classe 3, conforme normatização do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)".

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É esta classificação que permite a pesca e a prática de esportes.

O investimento total é de R$ 83 milhões e faz parte da estratégia da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para que todo o complexo arquitetônico da Pampulha seja considerado Patrimônio Cultural da Humanidade.

A Pampulha foi construída quando o ex-presidente Juscelino Kubistchek era prefeito da capital mineira e tem obras do arquiteto Oscar Niemeyer e do paisagista Burle Marx.

Numa primeira etapa serão analisadas as condições da água. As amostras serão enviadas para um laboratório na Alemanha e outros dois no Brasil. É esse monitoramento que vai demonstrar o avanço dos trabalhos e deverá consumir R$ 30 milhões do investimento previsto. O alvo é combater os nutrientes que alimentam as algas que se proliferam rapidamente tampando o espelho d'agua.

Outro problema a ser resolvido é o lançamento de esgoto na lagoa.

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Atualmente , 87% do esgoto da Pampulha é coletado e tratado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Para viabilizar a limpeza da lagoa, é preciso que coleta e tratamento cheguem a 95% até dezembro de 2016.

A PBH garante que os trabalhos para a limpeza da lagoa já vinham sendo feitos. Nesta primeira etapa, já foram retirados 850 mil metros cúbicos de sedimentos. s ações foram concluídas em outubro de 2014 e tiveram investimentos de R$ 108,5 milhões. #Natureza #Turismo #Fontes renováveis