O vazamento da barragem em Mariana (Minas Gerais) causou enormes prejuízos para a população dos arredores e, principalmente,  no Rio Doce. Os locais prejudicados pela lama da represa levarão anos para serem recuperados.

Um projeto da UFLA (Universidade Federal de Lavras) poderá ser a salvação, para recuperar as áreas da flora atingidas no Rio Doce. O desastre ambiental provocado pela lama tóxica foi muito grande e com prejuízos incalculáveis.

Muitos detritos foram lançados no Rio Doce e locais, em torno de 35 metros cúbicos de rejeitos minerais. O Rio Doce morreu diante da tragédia, peixes, vegetação e a água que ficou poluída e imprópria para o consumo.

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A Fepamig (Fundação de Amparo á pesquisa de Minas Gerais) irá realizar projetos para recuperar os locais afetados.

A UFLA, através de seus especialistas realizam pesquisas há mais de 25 anos, para recuperação de áreas destruídas. Eles registraram suas análises e estão prontos para iniciar o projeto de recuperação das áreas atingidas pela lama.

Soraya Alvarenga Botelho, professora da área de restauração de floresta,  disse que a experiência que eles possuem, faz com que estejam em etapas avançadas e não irão começar do nada. Segundo a professora, eles identificam as plantas atingidas e, após analise, começam a plantar sementes e mudas.

De acordo com os especialistas, a primeira etapa é fazer com que o verde volte às margens do rio e, para isso, estão pesquisando diversas plantas. As fases consistem em pesquisar a genética das plantas.

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Carlos Delano Cardoso de Oliveira, engenheiro florestal aluno de mestrado, disse que é preciso haver diversidade, assim haverá o desenvolvimento das plantas e para isso a observação é fundamental.

Eles já conseguiram resultados positivos na reconstrução de locais degradados, um exemplo foi na própria universidade. A área não tinha uma natureza viva e através do trabalho que realizaram, após seis anos se pode notar plantas e árvores no local.

Eles utilizaram na recuperação de duas áreas da universidade, noventa mil mudas de plantas diversificadas. Para a melhoria do Rio Doce será preciso 50 anos para que a vegetação volte, mas segundo os especialistas é uma solução viável.

A UFLA passou o projeto a Fapemig e a data de escolha dos projetos ainda não foi escolhida. #Futebol