Esta é mais uma das inconvenientes realidades na rotina de qualquer cidadão de grandes cidades do Brasil: a extorsão promovida pelos intitulados flanelinhas que não são mais do que criminosos e assaltantes que se aproveitam dos trabalhadores e da falta de policiamento.

Extorsão e violência

No caso da fisioterapeuta Janine Damasceno Lima, 33 anos, não foi diferente. Ao estacionar seu carro na rua Sergipe, na região da Savassi, que fica na capital mineira, Janine foi abordada por um homem de 72 anos que disse que para estacionar ali ela teria que pagar R$ 5,00. O flanelinha estava usando um colete de identificação dos cuidadores registrados na prefeitura.

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Em teoria, estes cuidadores só poderiam cobrar por limpar o carro, mesmo assim, só se o motorista autorizar o serviço. O pagamento pelo serviço de cuidador é também opcional e feito em caráter de doação, mas, de acordo com o boletim de ocorrência, não foi essa a conduta de Vicente Ângelo Custódio, que abordou a motorista, enquanto ela estacionava e exigiu o pagamento.

Janine se negou a pagar e continuou a estacionar o carro. Foi então que o flanelinha começou a bater conta o vidro traseiro do carro de Janine, que, indignada com a reação violenta do idoso, pediu que ele respeitasse sua filha de apenas 2 anos que dormia no banco de trás do carro. Ele a ameaçou, dizendo “quando você voltar, os quatro pneus do seu carro vão estar vazios”. Ela disse que o denunciaria para a prefeitura, já que ele estava vestido com o colete de credenciamento.

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Ao ouvir as palavras de Janine o flanelinha puxou uma espátula de uma bolsa que carregava, a amiga de Janine, que a acompanhava, disse que chegou a ver o momento em que ele sacou a 'arma', mas que não teve tempo de avisá-la antes que o idoso desferisse um violento golpe contra o braço de Janine.

Ele tentou fugir do local, mas foi detido por pessoas que presenciaram a situação. Ele foi levado pela polícia a uma unidade de pronto-atendimento, pois alegou que se sentia mal. Janine foi encaminhada ao hospital João XIII, onde foi socorrida, levando 11 pontos no ferimento causado por Vicente. Ela relatou ainda que cobriu o ferimento na tentativa de acalmar sua filha e a afilhada de 11 anos, que estavam com ela durante a agressão.

Quando perguntada em entrevista ao G1 como se sentia sobre o ocorrido ela disse: “eu estou abismada. Não sei bem explicar. Como o mundo está tão virado, e a impunidade é tão grande, isso virou normal. Notícia deste tipo a gente vê todos os dias”. E acrescentou sobre quais eram seus sentimentos: “além de indignação, não tem nenhum não. Surpresa eu não estou”. #Crime #Violência #É Manchete!