Na noite desta quarta-feira, 11, a presidente da república Dilma Rousseff assinou o seu último ato antes de ser afastada oficialmente pelo Senado nesta quinta-feira, 12. Ao todo, 55 Senadores foram a favor do afastamento da petista, 1 Congressista se absteve e outros 22 foram contra o prosseguimento do impeachment. Dilma assinou um decreto que faz passar a valer o polêmico Marco Civil da internet, visto por muitos como uma forma de censura na grande rede. O texto antes de ser assinado passou por revisões ainda na quarta-feira, quando a líder governamental pediu a especialistas pra fazer uma avaliação do texto oficial. O novo decreto já foi publicado oficialmente no Diário Oficial da União. 

Dilma decretou que continue existindo neutralidade na internet.

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Isso significa que as empresas que proveem a internet são proibidas de fazer ofertas diferentes de conexão por aplicativos. Isso significa, por exemplo, que nenhuma companhia poderá oferecer gratuitamente o WhatsApp, como acontece, mas não fazer o mesmo com outros aplicativos, como Facebook e Youtube. Na prática, essa medida fará com que muitos usuários gastem mais dinheiro para usar esses aplicativos. As empresas, no entanto, podem continuar vencendo velocidades diferentes de navegação. Assim como todo decreto, ele pode ser revogado pelo presidente, que agora interinamente passa a ser Michel Temer. 

O Marco Civil da Internet começou a ser batalhado por políticos e movimentos sociais nos últimos anos, mas só em 2014 ele passou a entrar em vigor, pois passou pela Câmara dos Deputados. A partir do marco, ficam estabelecidos direitos e deveres de grandes empresas e dos próprios internautas. 

A confirmação da proibição de venda diferenciada para aplicativos gerou muitas críticas na internet, especialmente de quem usa essa forma para se comunicar.

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Muita gente utiliza o WhatsApp para realizar vendas, por exemplo, já que em algumas operadoras o seu uso é gratuito, bem diferente das tradicionais ligações e da navegação na web, como abrir e-mails, por exemplo. #PT #Lula #Dilma Rousseff