Minutos depois do Senado aprovar na manhã desta quinta-feira, 12, pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff, ela usou as redes sociais para reclamar do que chamou de "injustiça histórica". Ela pelo jeito não gostou nada de saber que teve 55 votos votos contrários. Caso a votação da deposição fosse realizada hoje, a presidente seria deposta, perderia completamente o cargo e ficaria inelegível por até oito anos. Na internet, Dilma publicou uma foto do Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que teceu a favor dela inúmeros discursos. O defensor da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva afirma de forma veemente que ela não cometeu o crime de responsabilidade fiscal. 

A reclamação de Dilma se soma a de Senadores petistas, que são chamados de "turma do chororô". Antes mesmo do resultado oficial no Senado, muitos deles preferiram ir embora do Congresso. 

Para a petista, esse processo rasgou a constituição brasileira, dando direito a quem não foi eleito de forma legítima pelo povo a assumir o poder.

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Lembrando que quem assume a presidência nos próximos meses é Michel Temer, que de vice passa a ser chamado de presidente interino. Ele foi eleito junto com Dilma nas eleições de 2014. Em diversos discursos, Rousseff alterou o tom contra o seu ex-aliado, chamando ele de "conspirador". O mesmo era feito com o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB - Rio de Janeiro), que aceitou o processo contra ela. 

Rousseff deixa o governo com número de desempregados em alta, assim como a inflação. A aprovação dela entre os eleitores é menor do que 10%, os piores índices da história. Após o anúncio de seu afastamento, muitos brasileiros comemoraram a notícia nas ruas. 

Votação ficará na memória do povo brasileiro

O momento histórico na política brasileira demorou para ser concretizado. Foram mais de 20 horas de discursos e só às 6h30 da manhã o resultado foi dado.

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Ao todo, 77 Senadores, dos 81, votaram no pleito histórico. 55 deles escolheram pelo afastamento, cujo número mínimo para passar era de 41 votos. Outros 22 foram contrários ao impedimento. A votação foi pior até do que o governo imaginava. Isso porque já teve Congressistas suficientes até para gerar a deposição da líder petista. Em uma nova ida ao Senado, os políticos precisam de 54 nomes que sejam a favor da deposição para que essa aconteça.  #Dilma Rousseff #Impeachment