Não tá fácil para o Partido dos Trabalhadores (PT). Desde que o processo de #Impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff começou a ser discutido ainda na Câmara dos deputados, a legenda tentou inúmeras vezes judicializar o andamento do impedimento, mas não teve muito sucesso. Nesta quarta-feira, 11, por exemplo, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, foi um dos que negou uma dessas ações. O objetivo do #PT era proibir que assim que o vice Michel Temer pudesse nomear qualquer Ministro depois de assumir o poder. O processo foi enviado por um diretório da legenda em Goiás. 

De acordo com Roberto Barroso, mesmo que Michel Temer seja apenas um presidente em exercício, ele tem direito sim de escolher quem precisa estar com ele no governo.

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O vice tem previsão de assumir a presidência interinamente ainda nesta quinta-feira. Está marcado para às 16h uma espécie de pronunciamento com a nomeação dos novos nomes do governo. Também é esperado para o fim dessa manhã o primeiro pronunciamento de Dilma após ela ser afastada.

Não é o primeiro processo que o Partido dos Trabalhadores trava no Supremo. Ainda neta quarta, antes de começarem os discursos no Senado, o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, tentou novamente anular o prosseguimento do impeachment, dessa vez baseado em uma suposta falta de capacidade de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, em conduzir o processo da casa de parlamentares. O deputado federal eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro foi recentemente afastado do cargo pelo Supremo.

A tentativa não deu certo.

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Antes mesmo de qualquer decisão da mais alta corte do país, o Senado continuou com os trabalhos. No fim da manhã, o Supremo já tinha dito não a mais essa medida de Cardozo, que nesta quinta deixou de ser Advogado-Geral da União, pois o Senado afastou a presidente e ela exonerou a maioria de seus Ministros, de titulares a interinos. Por 55 votos a 22, Dilma agora ficará afastada do seu cargo por 180 dias (no máximo). Ainda é necessário ter mais uma votação para saber se Roussseff será ou não deposta. Essa será marcada futuramente.  #Lula