#Greve dos transportadores de combustíveis, que teve início na noite do dia 21 de junho, já vem provocando aumento nos preços e desabastecimento em postos de Minas Gerais. Aumento já foi possível de ser verificado nas bombas. Na tarde dessa quarta- feira, quando consumidores ouviram notícias da greve, resolveram procurar postos da região oeste da capital para encher o tanque e já se depararam com o preço da #Gasolina vinte centavos mais caro. O litro que saia a R$ 3,39 passou a valer R$ 3,59. Teve consumidor que teve que completar o tanque com álcool após a gasolina acabar bem no meio do abastecimento. Em um posto de um bairro tradicional da capital, o Santa Efigênia, a gasolina aditivada já havia acabado no meio da tarde e segundo o seu representante, o estoque que possuía, dependendo da demanda, só duraria mais dois dias. 

De acordo com a Minaspetro, Sindicato dos Postos, a situação pode se complicar e muito se a greve continuar.

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Já tem muitos postos da região metropolitana de Belo Horizonte que estão fechados pois não receberam combustível nas últimas horas. Ainda segundo o presidente Bráulio Chaves, do Sindicato, seria até possível trazer combustível de outras cidades, como Uberlândia ou mesmo de Paulínia, em São Paulo, mas isso encareceria em muito o frete. Outro problema que essa paralisação pode desencadear é começar a faltar produtos em supermercados pelo fato dos caminhões não conseguirem abastecer para fazerem as entregas. 

Interior

Paralisação também já começa a afetar os postos de cidades do interior do Estado. Na cidade de Conceição de Mato Dentro, que fica a 167 km da capital Belo Horizonte, nesta quarta feira já havia reclamação de falta de combustível. 

Reivindicações

A categoria pede que alíquota do ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, que subiu para 15% há três anos, volte para 12% como era antes.

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Pedem também uma ajuda para reduzir as despesas com pedágios, o vale-pedágio. Além de solicitarem que as distribuidoras paguem o valor de R$ 1,38 por tonelada, como diária, para cada hora que o caminhão é obrigado a ficar parado depois da quinta hora de espera para carregar. 

A paralisação, a princípio, é por tempo indeterminado. Segundo o presidente do Sinditanque (Sindicato dos Trabalhadores de Combustíveis e Derivados do Petróleo de Estado de Minas Gerais), Irani Gomes, eles esperam uma posição da Secretaria de Estado da Fazenda a respeito de uma reunião para essa quinta-feira. Dependendo dessa conversa eles vão resolver como fica a paralisação dos transportadores.