A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que possui cinco unidades no país, incluindo o metrô de Belo Horizonte, teve seu orçamento anual reduzido em 78 milhões, o que representa uma queda de 40%, por causa de um contingenciamento imposto pelo decreto 8700, de 30 de março de 2016. Sem ter como manter as despesas, o metrô mineiro poderá ter seus horário reduzidos ou mesmo paralisar as operações caso não sejam revistos os valores repassados para a companhia. Em dois meses não terão mais dinheiro para manter nem a energia elétrica, nem o óleo diesel. 

Contratos vencidos

Contratos com terceirizadas que fazem manutenção predial nos galpões de manutenção dos trens já estão vencidos há meses.

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A própria sede da CBTU não teve o contrato com empresa de limpeza renovado, o que vem afetando até o #Trabalho. Nos galpões essa função tem sido exercida pelos funcionários, o que tem gerado insatisfação por parte dos mesmos, que já não querem mais sustentar essa situação.

Outra questão que vem preocupando o Sindimetro (Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais), é a manutenção dos vagões, que se deixar de ser feita, poderá paralisá-los entre sete a dez dias. 

Outro contrato que vence no próximo mês é com a terceirizada que fornece os funcionários que trabalham na venda de bilhetes e no bloqueio das catracas. Sem esses profissionais o impacto é imediato e atinge diretamente as operações e os passageiros do metrô, tornando impossível o funcionamento do mesmo.

Metrô de BH

O sistema de transporte de trens em Belo Horizonte tem extensão de 28,1 Km e abrange as cidades de Belo Horizonte- Contagem.

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A linha Vilarinho-Eldorado possui 19 estações e 6 terminais integrados. Em operação desde o ano de 1986, atende anualmente 65 milhões de pessoas, segundo levantamento da CBTU. Funciona diariamente das 05:15 às 23hs, com intervalos entre as viagens de 4 a 7 minutos, no horário de pico. Possui uma frota de 25 trens composta com quatro carros cada, o que totaliza 100 carros de passageiros. São realizadas a cada ano cerca de 90 mil viagens.  #Crise #Crise econômica