O direito do cidadão de ir e vir está ameaçado já faz um tempo. A falta de segurança que tomou conta das grandes cidades é uma triste realidade no nosso país. Uma nova modalidade de assaltou vem tirando o sono de muitas mães em Belo Horizonte, Minas Gerais. Os celulares de última geração das crianças e adolescentes vêm chamando a atenção dos criminosos da região.

Os motoristas que transportam os alunos também estão preocupados e temerosos com a situação. Depois de terem sido registrados cerca de cinco ocorrências envolvendo roubos em vans escolares, em menos de uma semana, na capital mineira, foi solicitado que os estudantes evitassem levar seus aparelhos celulares para a escola.

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O intuito é tentar evitar que haja mais assaltos. O sindicato que representa os motoristas irá adotar o pagamento via boleto bancário, evitando que os usuários do transporte levem dinheiro para pagar as mensalidades.

Outra medida a ser adotada pelas transportadoras será a retirada do Wi-Fi dentro das vans, inibindo o uso dos smartphones. Estão sendo instaladas câmeras de monitoramento e aparelhos de rastreamento dentro dos veículos. Como o alvo dos bandidos são crianças e adolescentes, o receio é que eles reajam ao assalto e acabe ocorrendo uma tragédia. A Polícia Militar de Minas Gerais se reuniu com o sindicato da categoria para, juntos, buscarem uma solução. Segundo o assessor de imprensa da Polícia Militar, eles pediram que seja formada uma rede protetiva entre escola e os pais dos alunos.

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Conforme informando pelo sindicato dos motoristas, circulam em torno de quatro mil transportes escolares na região metropolitana mineira. No mês de junho foram registrados mais de doze ocorrências de assalto aos transportes escolares dentro de Belo Horizonte. Durante uma operação realizada pela Rotam, um menor de 17 anos foi apreendido e revelou estar envolvido em um dos roubos. Com ele foram encontrados pertences das vítimas.

Repercussão entre os estudantes

Os estudantes e familiares vivem apreensivos com a situação. Muitos estão traumatizados com a #Violência e têm até medo de ir para a escola. Segundo a mãe de uma das vítimas, ela precisou levar o filho por uma semana à escola, pois ele ficou muito abalado.