A trágica história de Eliza Samúdio ganha mais um capítulo que pode tirar o ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, da cadeia, onde está preso na região metropolitana de #Belo Horizonte, nos próximos dias, de acordo com seu advogado, Lúcio Adolfo. O fato é que nesta quarta-feira, 21, a #Justiça mineira aceitou um pedido da defesa para julgar a anulação da certidão de óbito de Eliza Samúdio. A data para este julgamento ainda não foi definida, mas caso a justiça opte por anular o documento, todos os condenados no caso podem ter suas penas canceladas.

 De acordo com o jornal O Tempo, o advogado de Bruno tenta conseguir anular a certidão de óbito há cerca de três anos, mas só agora, após entrar com um recurso, é que a Justiça decidiu aceitar o pedido.

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Lúcio Adolfo disse que, na época, quem ordenou a expedição da certidão foi a juíza Marixa Fabiane, porém, segundo ele, a magistrada não tem competência para isso por atuar na justiça criminal, e o documento só poderia ter sido expedido pela justiça cível.

 Um pedido de habeas corpus para o ex-goleiro foi feito pelo advogado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda decisão. Adolfo diz que fará uma viagem a Brasília na próxima semana e está confiante que Bruno possa sair da prisão em breve. Ele acredita que só de conseguir que a Justiça tenha aceitado o pedido de anulação da certidão de óbito já é uma vitória da defesa, e que seu cliente deva ser solto nos próximos dias enquanto aguarda o julgamento sobre a legitimidade do documento.

 Para o jurista Guilherme de Faria, é possível que todas as condenações feitas no caso sejam anuladas caso aconteça, de fato, a anulação da certidão.

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Faria diz que, para a lei, quando se "anula o documento, anula o crime". Porém, não é tão simples para a defesa, que precisa aguardar a manifestação do Ministério Público, além do julgamento de um juiz para que os clientes sejam inocentados ou não.

Condenações

 O julgamento pela morte de Eliza Samúdio aconteceu no ano de 2013, e o ex-goleiro do #Flamengo, Bruno Fernandes, foi condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão. Foram condenados também o ex-policial civil, Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como "Bola" e o amigo de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão". Bola teve uma pena de 22 anos e Macarrão pegou 15 anos de prisão.

 Em junho deste ano, Bruno se casou com uma dentista na cadeia, e, em agosto, Macarrão conseguiu o benefício de poder trabalhar fora prisão e presta serviços gerais em uma igreja da pequena cidade mineira de Pará de Minas.