A Secretaria Estadual de Saúde, SES, confirmou na tarde desta segunda-feira (12), a causa da #Morte do menino Tales, de 10 anos, como sendo realmente #Febre maculosa. O garoto, que era escoteiro, faleceu no dia 04 de setembro, após apresentar sintomas da doença.

Os materiais colhidos no menino, que confirmaram a doença, foram analisados pela Fundação Ezequiel Dias- Funed, após dois exames preliminares já terem descartado essa possibilidade. De acordo com a Secretaria de Saúde, esse é o primeiro caso confirmado desde 2014, e o quarto caso, nos últimos dez anos na capital mineira.

Entenda o caso

O caso da morte do menino Tales ganhou muita repercussão na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, após o garoto vir a falecimento com sintomas da febre maculosa.

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O menino, que era escoteiro, participou de uma atividade de recreação no Parque Ecológico da Pampulha no dia 20 de agosto e após seis dias começou a passar mal.

De acordo com a Secretaria de Saúde do município, os sintomas apresentados por Tales foi manchas no corpo, dor de cabeça intensa, coloração amarelada na pele, febre, dor intensa no corpo e abdominal. Após a picada do #carrapato, a doença fica incubada de 2 a 14 dias, o que coincide com o momento em que o menino apresentou os sintomas.

A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato estrela, que no caso da região da Pampulha e do Parque Ecológico, tem como principais hospedeiros os cavalos e também as capivaras, que frequentam a orla da lagoa da Pampulha.

No dia da morte do adolescente, o Prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, orientou a população a evitar o contato com a vegetação do parque, principalmente nesse período de seca, em que o carrapato se prolifera.

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A Prefeitura da capital mineira lançou uma nota, onde afirma que sempre orienta a população, através de folder informativo sobre a doença. Nesse folder teriam informações de como evitar o contato com o carrapato, e como agir nos casos de suspeita de picada pelo mesmo. Eles informaram que no ano de 2015 foram distribuídos 580 unidades dos mesmos.

Segunda a prefeitura, são realizados, em parceria com a Associação dos Carroceiros e com a Universidade Federal de Minas Gerais/Escola de Veterinária, controles químicos dos carrapatos nos cavalos da região. Os cavalos seriam os principais hospedeiros do carrapato estrela.