A inédita decisão judicial emitida pelo juiz Carlos Alberto Simões, responsável pela 17ª Vara Federal de Belo Horizonte, acabou tornando-se o assunto mais comentado na mídia mineira. Segundo informações, o caso teria ocorrido em 26 de agosto, mas só foi noticiado agora. De acordo com a versão da Polícia Militar, um vendedor ambulante identificado como José Cleuto de Oliveira, 44 anos, havia sido detido pelos policias em Belo Horizonte, enquanto comercializava cigarros contrabandeados do Paraguai. De acordo com a polícia, o vendedor também não possuía Alvará de Licença.

Na ocasião, o vendedor foi conduzido até uma delegacia, onde foi lavrado o flagrante.

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Logo em seguida ele teria sido levado para um presídio local, indiciado por contrabando. Mas, dois dias depois, o juiz federal expediu um mandato ordenando a soltura do camelô. No entender do magistrado, não havia nenhuma justificativa que justificasse sua prisão. Em nota, o juiz explicou que o homem preso estaria trabalhando a fim de sustentar sua família, no momento em que foi preso. Em uma declaração polêmica, o magistrado teria dito que os verdadeiros bandidos - muitos estão soltos praticando golpes na democracia do país - deveriam estar atrás das grades.

O camelô, em entrevista para um jornal local, agradeceu a atitude do magistrado classificando-a como uma manifestação justa e verdadeira. Segundo o vendedor, as leis são muito rigorosa em relação aos profissionais que trabalham nesta área.

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De acordo com ele, no momento em que foi preso estaria trabalhando e não roubando. O ambulante afirma ainda que trabalhou por quase 20 anos no mercado de trabalho formal, destes 14 anos teria trabalhado como estoquista de loja, e mais cinco como garçom. Mas devido a um acidente de moto acabou fraturando o fêmur e ficou com algumas sequelas que lhe impossibilitam de trabalhar em pé. Sendo assim, o homem teve que trabalhar na rua, não por escolha própria, mas por necessidade. Ele também afirma que a falta de estudo e sua idade atual lhe impossibilitam de arrumar um emprego formal. #Curiosidades #Casos de polícia