A demora nos atendimentos prestados pelo SUS - Sistema Único de Saúde - e também nos hospitais particulares, que atendem planos de saúde, têm aberto uma brecha para um novo modelo de #atendimento médico.

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, esse tipo de #negócio tem ganhado muito espaço entre aqueles que precisam de atendimento médico e não querem esperar em uma fila do SUS ou em um pronto-atendimento de hospital particular. As chamadas clínicas de pronto-atendimento particular possuem salas climatizadas, ambiente confortável, além de atendimento rápido e o preço da consulta mais acessível, podendo até ser dividido no cartão.

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O público-alvo desse tipo de pronto-atendimento são pessoas de todas as classes sociais, que precisam tratar uma dor aguda, mas não querem enfrentar o SUS nem o plano de saúde e estão dispostas a desembolsar um certo valor por uma consulta particular. Valor esse bem abaixo de um atendimento em uma clínica particular. O atendimento, sem hora marcada, é para as urgências de baixo risco e a meta é que, em 30 minutos, o paciente preencha a ficha, pague pela consulta e seja atendido.

Esse modelo de atendimento é muito usado nos Estados Unidos e na Inglaterra, a Urgent Care, uma espécie de "fast food" para atendimento médico, que possui mais de 7 mil unidades nos EUA. Essas clínicas geralmente contam com atendimento em clínica médica, ortopedia e pediatria.

O projeto instalado na capital mineira, incluindo a estrutura de atendimento, a concepção e até o software usado, foram importados por Maurício Botelho, que é o diretor-presidente, e um grupo de 8 médicos, que investiram quase R$ 3 milhões para a instalação.

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Ele afirmou que, no primeiro mês de atendimento, 30% dos atendimentos foram para usuários de planos de saúde e já possuem planos de expandir no próximo ano, criando dois novos pontos de atendimento. Maurício contou também que já surgiram interessados em outros estados e não descartam a possibilidade de transformarem o modelo em uma franquia.

O presidente da Associação Médica do Estado de Minas Gerais, Lincoln Ferreira, fez uma avaliação positiva desse modelo de atendimento médico, que vem sendo implantado na capital mineira, tanto para os pacientes, quanto para os médicos, mas deixa bem claro que é preciso que tenham responsabilidade e encaminhem as urgências graves para o #pronto-socorro.