A tentação de ver todos os dias quantias volumosas de dinheiro vivo deve ter sido demais para um funcionário de uma transportadora, em Poços de Caldas, Minas Gerais.

Ele foi detido nesta quinta-feira (24), acusado de furtar grandes somas da empresa. O suspeito é tesoureiro da transportadora e confessou que está agindo há pelo menos oito meses. Os furtos ocorriam aos poucos e, de acordo com informações da Polícia Civil, ele fraudava planilhas para desviar o dinheiro que entrava na empresa para ser transportado.

Nessa “contabilidade criativa” a estimativa é que mais de R$ 600 mil tenham sido desviados. Na casa do funcionário foram encontrados R$ 390 mil em dinheiro vivo.

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A quantia foi apreendida na tarde da última quinta-feira (24).

A Polícia Civil esclareceu que outros empregados notaram a diferença de R$ 170 mil que teriam sido desviados somente no último dia 4 de novembro. Diante da desconfiança, uma auditoria foi instaurada na companhia. Daí em diante não foi tão difícil para a polícia chegar até o dinheiro. Os agentes conseguiram uma autorização para cumprir mandado de busca e apreensão na casa do tesoureiro e lá acharam as notas dentro de uma mala de viagem.

Ao site G1, o delegado regional Sérgio Elias Dias explicou que inicialmente o suspeito justificou que a quantia era proveniente da venda de um imóvel da família. O imóvel seria do pai de sua esposa, que mora em São Paulo. Os investigadores não acreditaram e, após várias interrogações, o suspeito caiu em contradição e acabou confessando o #Crime.

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As autoridades policiais contaram que os malotes chegavam de bancos ou empresas e eram direcionados ao tesoureiro, que teria de fazer o controle. Em vez disso, o funcionário retirava uma parte e a embolsava. Nas planilhas ele fraudava os números e fazia uma simulação documental. Esse é o motivo pelo qual demorou para que as suspeitas fossem levantadas.

Em depoimento, o tesoureiro relatou que os desvios ocorriam há pelo menos oito meses. Inclusive, a residência onde ele mora com a família hoje é produto dos furtos.

Apesar de ser indiciado por furto qualificado, o funcionário responderá em liberdade. Ele foi demitido por justa causa.

Os investigadores agora pedirão o bloqueio das contas e da casa comprada pelo acusado para resgatar as quantias e garantir que a empresa será ressarcida. A transportadora envolvida é a Prossegur, cuja direção informou que está colaborando com as investigações.

#Casos de polícia