Um adolescente de 14 anos agrediu outro menor, com mesma idade, em um banheiro de uma escola de cidade de Morro do Pilar, região central de Minas Gerais. O acontecimento foi gravado.

Nas imagens, os dois rapazes aparecem de pé. O menino de camiseta azul e bermuda bege está com o braço esticado na parede do banheiro, enquanto o de agasalho preto com listras brancas e uma bermuda verde o agride fazendo marcas em seu braço. Ele usa o canivete para cortar o rapaz por quatro vezes seguidas. Depois ele esquenta o canivete com o fogo de um isqueiro e volta a realizar marcas no garoto. Não contente, ele ainda chuta a vítima e volta a esquentar a arma.

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O adolescente manda a vítima deitar no chão no banheiro. O menino atende. O menor deita com o rosto virado para cima, mas o agressor começa a reclamar e o manda virar de costas. O menor que está no chão argumenta e a tortura continua nos braços. O agressor faz ameaças, afirmando que o mataria caso ele contasse à polícia. Mais um corte é feito antes dele liberar o garoto.

Consequências

Uma semana após as agressões, as marcas permanecem no corpo da vítima que declara que aquele momento foi horrível e que ele queria esquecer o que aconteceu.

As agressões aconteceram no banheiro da quadra esportiva da Escola Estadual Intendente Câmara. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais declarou que o acontecido não foi em horário de aula e que aquele local é aberto à comunidade, já que é um dos únicos centros esportivos com equipamentos que a cidade possui.

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A direção da escola informou que presta apoio à família do menino agredido, que é aluno da escola, e que o agressor não pertence ao quadro de alunos da instituição.

A Polícia Civil declarou que o menor agressor está sob tutela do Conselho Tutelar da cidade e que ele será ouvido na delegacia, acompanhado por uma conselheira.

O pai da vítima tirou o filho da cidade após as agressões. Atualmente o garoto de 14 anos está com parentes na capital Belo Horizonte, onde está recebendo acompanhamento psicológico. Porém, o pai afirma que não tem condições de continuar com o tratamento, além de o filho ter de voltar para realizar as provas finais. Com isso tudo, o menino afirma que tem medo de regressar à escola e encontrar o agressor, pois ele acredita que o adolescente poderia lhe fazer algo ainda pior.

#Crime #Casos de polícia