Na quinta-feira da semana passada, 9 de fevereiro, o chefe de imprensa da #Polícia Militar de Minas Gerais, major Flávio Santiago, negou a possibilidade de paralisação por parte da PM do estado. Os boatos se espalharam após as manifestações e tensões ocorridas no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Contudo, a insatisfação por parte dos servidores mineiros vem sendo demonstrada desde o ano passado quando, em dezembro, circulou uma notícia de que a PM e os bombeiros entrariam em #Greve. De fato, isso apenas não aconteceu porque, em reunião com o governador Fernando Pimentel, foi garantido à cúpula da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que Minas não iria aderir ao Projeto de Lei Complementar 257, referente à renegociação das dívidas dos estados brasileiros.

Ontem, dia 14 de fevereiro, em uma reunião entre representantes da classe policial militar e três deputados ligados à categoria, ficou decidido que haveria uma mobilização e que, na sexta-feira, 17, haverá nova reunião, desta vez com as esposas dos PMs, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), uma vez que, nos estados onde a paralisação ocorre, são elas as responsáveis pelos protestos diante da proibição, pelo Código Penal Militar, de que os oficiais entrem em greve.

A pretensão é de lançamento de uma campanha solicitando o apoio de toda a população no caso de haver a interrupção dos serviços. Deve ocorrer ainda uma outra assembleia de policiais no dia 7 de março, quando decidirão ou não pela paralisação, dependendo do diálogo com o governo.

As demandas são pela volta do pagamento integral no quinto dia útil de cada mês - desde janeiro do ano passado os vencimentos estão sendo parcelados - e de um reajuste salarial de 20%, a fim de se compensar uma perda inflacionária que já se acumula há três anos.

Atualmente, a remuneração de um soldado da PM de Minas Gerais é de R$4.098,63, consideravelmente maior que a dos oficiais do Espírito Santo. Segundo a Secretaria da Fazendo do estado, não há possibilidade, no momento, de se atender aos pedidos de reajuste, lembrando que, no ano passado, foi decretado estado de calamidade financeira pelo governo de Minas. #Crise