Quantos mais? - nesta segunda-feira foi lançado pela Organização Não Governamental (ONG) britânica Global Witnes o relatório que traz como título esta simples, mas carregada de sofrimento pergunta. O relatório refere-se às mortes de ativistas por todo o mundo, ato sem sombra de dúvida reflexo de uma sociedade sem limites e respeito ao próximo. Para nossa surpresa, ou não, o Brasil lidera a lista de número de mortes de ativistas no ano passado.

O relatório trouxe dados relacionados ao assunto de 17 diferentes países, representantes da América, África e Ásia. No ano de 2014 foram mortos 29 ativistas no Brasil. Deste total quatro eram indígenas e o maior motivo dos conflitos relatados foram relacionados à posse de terras.

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O relatório apontou ainda, que a maioria das mortes de ativistas ocorreram nas Américas do Sul e Central, sendo a Colômbia o país que detém o segundo lugar no número de mortes de ativista, ficando atrás do brasil por possuir quatro mortes a menos (25).

Os dados alarmantes mostram que apesar de medidas tomadas por alguns países para coibir este tipo de violência ainda não surtiram o efeito esperado, os números apontam um aumento de cerca de 20% quando comparado ao relatório lançado pela mesma ONG no ano de 2013. No Brasil o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos da Presidência da República foi criado no ano de 2004, sua atuação não refere-se somente aos danos físicos que estes ativistas podem sofrer, mas também tem como objetivo articulações que garantam o fim de situações deste tipo.

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O programa desempenha o compromisso de garantir proteção aos cidadãos que lutam pela execução de seus direitos, destinado especificamente aqueles que encontram-se em situação de perigo que tenha sido precedida de atos de defesa dos direitos humanos. Este programa é um dos instrumentos de combate a violação de direitos da constituição. Um maior investimento não só nestes programas de atuação após a violência instalada, mas também na prevenção, com leis claras e difundidas, maior fiscalização e monitoramento dos conflitos em potencial se fazem necessários para garantir que este título o Brasil não possua no próximo relatório.  #Justiça #Curiosidades