O conflito ocorreu nesta quarta-feira (29), durante uma manifestação de professores e servidores públicos do estado do Paraná, que protestavam contra um novo projeto de lei que modifica a previdência dos funcionários desta categoria.

A votação deste projeto de lei estava ocorrendo em uma Assembleia Legislativa com portas fechadas, os manifestantes tentaram invadir e ultrapassar o cerco da polícia militar, que reagiu com bombas de gás e balas de borrachas a fim de amenizar a situação. O conflito deixou aproximadamente 150 pessoas feridas.

O governador do Paraná, Beto Richa (PMDB), disse que a Polícia Militar agiu de maneira prudente e correta, afirmando que os culpados pela truculência foram 'Black blocs' (manifestantes mascarados).

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Cerca de 2.000 policiais participaram da ação, com batalhão de choque, corpo de bombeiros e até cavalaria.

"Eu mereço uma bomba no rosto", disse a professora da rede pública que leciona há 23 anos e que sofreu com as agressões dos policiais. O prédio da Prefeitura que fica situado em frente à assembleia foi transformado em enfermaria, para socorrer os feridos com maior agilidade. Professores que participavam da #Manifestação se sentiram humilhados quanto o descaso com a classe trabalhadora do estado, contudo, nada pôde ser feito uma vez que as leis foram aprovadas nesta mesma assembleia.

Segundo últimas informações a lei que estava sendo discutida mudará os direitos dos servidores públicos do estado, prevendo cortes de gastos nas contas do #Governo de Richa de quase R$1,7 bilhões ao ano.

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O governador afirmou que lamenta a situação e as consequências do conflito.

Manifestar é um ato de direito da população, a manifestação foi uma forma encontrada por professores e demais funcionários da rede pública do Paraná em reivindicar uma maior participação frente às decisões que estavam sendo tomadas. Infelizmente participantes do protesto, como 'black blocs', agiram indevidamente, o que ocasionou a repreensão de muitas pessoas inocentes e que foram feridas gravemente. #Trabalho