A utilização de menores para assumir ou cometer crimes em quadrilhas, se valendo da idade para permanecerem somente até os 18 anos em regime de contenção, motiva a discussão. Estupros, homicídios, assaltos a eles imputados, os livra de julgamento pelo código penal, gerando impunidade. Muitas vezes, o menor assume e confessa um #Crime que não cometeu, para livrar o adulto, verdadeiro autor, de julgamento.

Outras vezes, o menor, ciente de que sua contenção cessa aos 18 anos, comete crimes hediondos por saber da curta duração da privação de liberdade.

Os defensores da redução para 16 anos da maioridade penal pensam que diminuirá a impunidade e as artimanhas para livrar os infratores de penalização.

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Os defensores da manutenção dos 18 anos argumentam que se a maioridade penal for reduzida, as quadrilhas passarão a utilizar menores de 16 anos para as mesmas artimanhas.

O argumento de Dilma é de que lugar de menor é na escola, é correto, mas esbarra numa realidade de grande evasão escolar, e no fato de que o crime organizado seduz muitos menores, mais do que o que oferecem muitas escolas. O argumento de que os menores infratores já são contidos em unidades sócio-educativas também é correto, mas esbarra em instituições carentes de recursos para um trabalho melhor e muitas vezes, o período de contenção é curtíssimo, quando uma confissão é feita às vésperas do infrator completar 18 anos.

O argumento de que o menor, que for para o presídio, terá contato e aprendizado junto aos adultos criminosos falha, pois este menor já pertence a um bando e o aprendizado já se realizou.

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Os defensores da redução dizem que menores de 18 anos têm força física para cometer estupros, tanto quanto um adulto. E falha o argumento de que o crime passará a recrutar menores de 16 anos, pois a possibilidade de controle pelos pais, além da menor evasão escolar, diminuem a chance.

A solução proposta pela Presidenta presume melhoria no sistema escolar, com escolas de tempo integral, mais combate ao crime organizado, melhoria nas condições de instituições sócio-educativas, diminuição da repetência escolar, comprovada geradora de evasão. #Dilma Rousseff

Os argumentos e os fatos estão à baila e pedem uma profunda reflexão sobre o problema, o que habitualmente não ocorre, descambando para uma solução imediatista sem os resultados esperados, ou para o tradicional "deixa como está para ver como é que fica".