No seu discurso de posse, após ser reeleita, Dilma Roussef fez uma promessa, afirmando que o Brasil seria a "pátria educadora". Tal conceito é exatamente o oposto do que nosso país, envolto em uma gigantesca crise, realmente é. 

É difícil entender, o por quê escolher um nome como este, para um país que nem mesmo consegue segurar seus professores dentro da sala de aula, afinal, como eles vão trabalhar, se todos tem noção de que quando chegar o fim do mês, mais uma vez, terão de fazer "malabarismo" com seus salários para que consigam pagar todas as contas.

É muito fácil, em um discurso, encher ás mentes dos brasileiros com frases de efeito e promessas antigas,  ainda mais fácil, dizer que melhoramos e que não existe, absolutamente, nada de errado com nosso país. 

Não pensem que por quê estou citando uma frase da presidente, que sou contra ela ou a favor de algum partido politico, não, pelo contrário, sou a favor de um país, verdadeiramente democrático e não isso que chamam de democracia.

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Onde a mídia manipula os votos, e os ricos levam vantagem de tempo em divulgação de projetos e planos eleitorais. 

É triste, mas é hora de abrir os olhos e observar à realidade que está de baixo de nossos narizes. Até que ponto chegamos, mandar nossos filhos para a escola, e cinco minutos depois, receber eles de volta, com o discurso de que "mais uma vez não terá aula, pois não existe professores disponíveis". É horrível de se dizer, mas chegamos à um ponto, onde à #Educação já não tem importância, onde futebol é mais valorizado, onde uma pessoa ter um diploma, já não significa nada. 

Hoje em dia, um professor tem a média salarial de 1.874,50, o profissional que forma todos os outros profissionais tem um dos salários mais baixos do mundo e o pior, isso acontece em um país que se diz "Uma pátria educadora", ou foi piada da presidenta ou ela realmente acha correta uma situação como essa.

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Com uma média salarial de 1.874,50, os professores não tinham outra opção, se não deixar às salas de aula e ir para ás ruas. Com manifestações, professores e apoiadores da educação, se manisfestam por todo o Brasil. 

Cidades por todo o país aderiram à greve, professores do Brasil inteiro demostram sua indignação com relação a desvalorização da educação no país. Goias, São Paulo, Santa Catarina, Pará, Sergipe e Paraná, são as cidades onde residem à maior porcentagem de professores em greve. 

Às cidades de São Paulo e Paraná, são indicadas como às cidades com maior porcentagem de professores de greve, são aproximadamente mais de 60% porcento dos professores em greve, em cada uma das duas cidades. 

No Paraná, à situação ficou bem mais extrema, com aproximadamente dois meses de greve, os professores tiveram de passar por uma situação triste e lamentável. Em uma de suas manifestações, professores do Paraná, se envolveram em uma confusão, envolvendo a policia militar do Paraná. 

Cerca de 200 manifestantes foram feridos, professores, os profissionais que se dedicam à educar e transmitir valores aos seus alunos, foram agredidos e desrespeitados pelo #Governo paranaense, pior, quem os agrediu e tratou como "baderneiros", foram policiais, aqueles que deviam não só apoiar, como à cima de tudo, respeitar aqueles que um dia foram seus mestres.

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E se hoje, eles são profissionais de qualidade, é por quê tiveram ao menos um professor que auxiliar eles, para que eles chegassem aonde chegaram, mas para que todo esse esforço em educar e auxiliar com tanto amor e dedicação? Para no dia em que precisarem, seus alunos apontarem cassetetes, atirarem balas de borracha e bombas de fumaça, naqueles que um dia foram seus mestres. 

Em fim, professores são os profissionais que sem dúvida nenhuma, merecem não só um salário mais digno e justo, como também merece condições de #Trabalho que façam com que eles queiram ir trabalhar, façam com que eles sintam prazer em ensinar e não, tristeza e frustração, de ter que ir trabalhar em uma sala de aula lotada, com cadeiras quebradas e  alunos que já nem tem mais esperança em seus mestres. Afinal, se o governo do país não respeita os professores, por quê os alunos devem respeitar?