#Aécio Neves (#PSDB-MG) tentava eliminar as páginas que o citavam em desvios de bilhões de reais dos cofres públicos de Minas Gerais. Na decisão, o Juiz Rodrigo Garcia Martinez do TJS, Tribunal de #Justiça de São Paulo, alegou que os sites de buscas têm o direito a livre manifestação do pensamento e servem de "bibliotecários virtuais". Os advogados do tucano afirmaram que a decisão foi equivocada e que eles vão recorrer o mais breve possível.

Ainda de acordo com o Juiz; "por mais tenebroso que seja o ato de tentar ridicularizar a imagem de um político bastante famoso não somente no Estado de Minas, mas como em todo o Brasil, ainda não é justificável acionar e tentar tirar do ar os sites de busca ao invés de punir os autores das notícias."

O Magistrado ainda continuou seguindo um pensamento que se revolta aos autores do conteúdo, que em sua grande maioria não são os criadores dos sites, mas sim alguns de seus redatores que elaboram a notícia e se responsabilizam pela mesma.: "Vamos supor por exemplo uma biblioteca.

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Lá pedimos um livro, o bibliotecário o localiza e o traz até mim. Se o conteúdo é passível a cometer ilícito, o autor é deverá responder, não a biblioteca ou o bibliotecário, sob pena de realizar-se práticas fascistas, comunistas ou nazistas", disse.

Porém, de acordo com os advogados do Senador, mais de 23 Mil blogs, sites e páginas de redes sociais espalharam o mesmo texto na internet e é inadmissível que ninguém seja punido, já que será difícil saber quem realmente foi o autor da notícia falsa. Já em 2014, quando ainda era pré-candidato à Presidência da República, Aécio também acionou à Justiça por duas oportunidades exigindo que fossem retiradas do ar notícias de igual teor, mais especificamente um pedido de remoção de links e perfis nos sites de busca que o relacionavam com o uso de entorpecentes e desvio de dinheiro.

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De acordo com os seus assessores, a luta contra falsas notícias e "detratores" da imagem do Senador vai continuar na ofensiva para identificar, neutralizar e punir os responsáveis. Eles dizem que essa campanha "baixa" de denegrir a imagem do tucano não é de agora, já vem desde quando estava à beira de vencer a candidata do PT à presidência, à época, e ainda continuam tentando o mesmo sem sucesso.