Mais uma grave denúncia foi feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre a #Corrupção no #Futebol na manhã desta quinta-feira, 28, agora, com relação às investigações envolvendo a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), órgão máximo do futebol brasileiro.

De acordo com as investigações norte-americanas, realizadas há pouco mais de três meses, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, dividia propina com Marco Polo Del Nero, atual sucessor de Marin na presidência do órgão brasileiro, e também com Ricardo Teixeira, antecessor de Marin e que permaneceu à frente da entidade durante 23 anos (de 1989 a 2012).

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A propina teria sido paga somente a Teixeira até o ano de 2012, quando passou a ser dividida com os outros dois dirigentes citados. A acusação não divulgou quais seriam os valores pagos antes da repartição com Del Nero e Marin, mas afirma que, quando repartido, o valor passou a girar em torno de R$ 2 milhões por ano.

Ainda segundo as investigações, a propina era fruto de um esquema criado para explorar comercialmente a Copa do Brasil, torneio nacional realizado desde 1989. Também está envolvido no caso o empresário José Hawilla, presidente da Traffic Group, maior agência de marketing esportivo da América Latina, que obtém os direitos comerciais da competição. Há indícios de que o esquema já exista desde 1990.

Para o advogado especializado Helio Bobrow, sócio responsável da Bobrow e Teixeira de Carvalho Advogados, a prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin, realizada nesta quarta-feira, 27, pelo FBI (Serviço de Inteligência Norte-Americano) na sede da FIFA em Zurique (Suíça), junto com outros seis acusados de corrupção, a princípio, não afetará diretamente o futebol brasileiro.

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"O então escândalo da CBF, com abertura de CPIs e demais investigações, não levaram ao indiciamento de nenhum dos envolvidos, o que demonstra que os clubes brasileiros estão à deriva e sozinhos para manter as competições. A prisão de Marin só ocorreu porque foi no exterior, e acredito que essa prisão afetará em muito o futebol internacional como um todo, já que escândalos como os ora deflagrados pelo FBI serão comentados e acompanhados até o final dos processos, com a punição dos envolvidos", garante Bobrow.

"Provavelmente, em razão das investigações que serão realizadas pelo FBI, todos os contratos efetuados pela FIFA com as Federações Internacionais e, obviamente com a CBF de patrocínios com entidades privadas deverão ser revistos e minuciosamente investigados, podendo trazer expressivos prejuízos àqueles que dependem desses patrocínios, caso sejam apuradas irregularidades passíveis de rescisão desses contratos e punição dos envolvidos", conclui o advogado.

A repercussão internacional da notícia da prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin, juntamente com as recentes acusações sobre o esquema de propina na Copa do Brasil, podem trazer à tona outras investigações de corrupção no futebol brasileiro.

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É o que acredita Helio Brobrow.

"A notícia da prisão do maior dirigente de futebol brasileiro vem de encontro com a grande opinião pública brasileira, de que ninguém deve ficar acima da lei. Espero que no Brasil, seja dado seguimento as denúncias de corrupção na CBF relativamente aos contratos firmados referentes à última Copa noticiados recentemente pelo jornal o Estado de São Paulo", afirma.