Nos anos 50, o grupo Diários Associados, que tinha à frente Assis Chateaubriand, conhecido como Chatô, dominava a mídia no Brasil, produzindo jornais, revistas, e com uma rede nacional de rádios e TVs. Em 1965, sob o comando de Roberto Marinho e com suporte técnico do poderoso grupo estrangeiro Time-Life, surgiu a TV Globo, que, em pouco tempo iria se transformar em um gigante da mídia.

Roberto Marinho, com mais de 60 anos, começou uma jornada épica, pouco comum para um homem da sua idade, estabelecendo as atividades da Globo. Depois de um início vacilante, onde nos primeiros 8 meses, acumulou fracassos, a Globo contratou Walter Clark para dirigir sua programação e os resultados começaram a aparecer.

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A morte de Assis Chateaubriand, em 1968, deixou órfão o grupo dos Diários Associados, que começou a decair. A Globo foi, gradativamente, preenchendo o vazio que a derrocada dos Diários Associados ia deixando, tendo como maior vitória a consolidação do Jornal Nacional em 1969, como um noticiário cobrindo todo o Brasil.

A empresa não parou de crescer, alcançando o primeiro lugar na audiência, de onde não mais saiu. Transformou-se numa produtora de telenovelas de sucesso nacional e internacional e sua programação, com criatividade e qualidade caiu no agrado dos telespectadores.

Porém, há o lado negativo da empresa: tida como apoiadora do Governo Ditatorial e alvo das benesses deste, a Globo tem, entre suas máculas, a edição do debate entre os candidatos à Presidência da República, Fernando Collor de Mello e Luis Inácio Lula da Silva, em 1989, onde supressões e opiniões colocadas na matéria, à guisa de comentários, teriam acabado por favorecer Collor de Mello, influindo decisivamente na opinião dos eleitores.

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Há, também um pronunciamento do Presidente da Globo, Roberto Irineu Marinho, dirigido ao terceiro colocado na corrida presidencial, Leonel de Moura Brizola, em tom de admoestação, considerado pela justiça como descabido. Isto custou à Globo, após processo judicial, a obrigação de ler, em pleno horário nobre, um reconhecimento de erro e um pedido de desculpas a Brizola pelo ato, o que foi feito pelo apresentador do Jornal Nacional, Cid Moreira, para todo o Brasil.

A Globo detém a maioria da audiência no Brasil e é vista diariamente por 150 milhões de espectadores, nacionais e internacionais, tendo um dos maiores complexos de produção do mundo, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Porém, mesmo se mantendo como líder, vem perdendo, ano a ano a audiência e é muito criticada nas redes sociais, por algumas posturas atuais e passadas.

Mesmo assim, a Globo, entre acertos e erros, é, inegavelmente um marco e um orgulho das comunicações brasileiras. #Televisão #História #Curiosidades