Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que houve o aumento do #Trabalho por conta própria no Brasil. A pesquisa foi feita durante o período de um ano, que corresponde à temporada de março de 2014 a março de 2015. Segundo os dados coletados, 868 mil brasileiros passaram a investir em projetos próprios, como: microempresas, pequenos #Negócios ou trabalhos freelancers.

De acordo com o IBGE, o número coletado com a Pnad ampliou a quantidade deste tipo de trabalhador no país. Agora, o número de profissionais independentes no Brasil chega a 21,773 milhões.

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Com o resultado da pesquisa, aumentou também o saldo da população brasileira ocupada, que cresceu 0,8% para 92 milhões de pessoas, no primeiro trimestre deste ano com relação ao mesmo período do ano passado.

Para o economista Adriano Fonseca, fatores diversos podem explicar o aumento do número de profissionais independentes no Brasil durante o período pesquisado pelo IBGE. "Por conta da crise financeira, que já é uma realidade no país, mas que já ameaçava se instalar a algum tempo, cada vez mais pessoas passaram a buscar formas de obter uma renda extra para ajudar nos gastos mensais, muito por conta das sucessivas reduções salariais que muitas empresas passaram a fazer nos últimos anos para tentar equilibrar seus rendimentos", afirma Fonseca.

"No entanto, outro fator que pode explicar esse aumento é o fato de que muitos profissionais não se sentem satisfeitos em seus locais de trabalho, optando por atividades freelancers muitas vezes por uma busca de independência criativa e por um trabalho mais prazeroso do que por mera necessidade financeira", explica.

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"De fato, de um ano para cá as coisas pioraram para o mercado de trabalho no Brasil, o que pode ter feito com que muitos profissionais não tivessem outra escolha se não investir em projetos próprios, já que o mercado se fechou drasticamente durante esse período. A concorrência aumentou e não há mais tantas vagas disponíveis, o que obriga o profissional a pensar rápido para solucionar o seu problema, e a solução, ou tentativa de solução, quase sempre é o empreendedorismo, o negócio autônomo ou o serviço freelancer", conclui o economista.

Ainda de acordo com Adriano Fonseca, o trabalho por conta própria é mais volátil e imprevisível, quase sempre com remuneração bem menor do que o de um trabalho formal, em uma empresa com carteira assinada, o que prejudica de forma significativa o rendimento familiar.

"Se por um lado trabalhar para você mesmo dá uma ótima sensação de liberdade, por outro também gera instabilidade e diminui o poder de consumidor. No caso do profissional ser também pai de família, a situação é ainda mais complicada, pois, quase sempre a queda de faturamento no final do mês é inevitável.

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É difícil, nesta situação, fazer projeções de futuro, comprovar renda, então, é ainda mais difícil, o que já impossibilita o crédito, por exemplo. Definitivamente, o aumento de profissionais autônomos é ruim para a economia do país", garante o economista. #Crise econômica