De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, os cães estão presentes em 28,9 milhões de residências em todo o Brasil. Esse número representa a marca de 44,3% dos domicílios do país. Além disso, com o atual registro, o número de cães criados dentro de casa já supera em duas vezes mais o número de gatos, segundo colocado na pesquisa dentre os #Animais criados em lares brasileiros. Ao todo, são aproximadamente 53 milhões de cães e cerca de 23 milhões de gatos.

Para Sônia Rondon, Design de Produto e Fundadora da Startup 'Adorável Criatura', portal de avaliação de serviços e produtos Pet, são muitos os exemplos e teorias de porque se tem mais cachorros a gatos nos domicílios brasileiros.

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"A relação do cachorro com o humano é muito parecida com a de uma criança com seus pais, ele pode agir de forma 'infantil' quando seus donos estão por perto, fazem festa e demonstram muito mais amor e carinho, são bichinhos realmente mais carentes. Diferente do gato, que geralmente é mais na dele e não brinca muito, é mais introspectivo e reservado", afirma Sônia.

"O gato não tem o costume de passear, como o cachorro, que você pode até mesmo viajar para fora do país. Não que com o gato você não possa viajar, mas é porque o gato é realmente apegado ao ambiente, diferente do cachorro, que é mais apegado ao dono. Apesar de cachorros e gatos, cognitivamente, serem muito similares, o gato não interage muito, já o cachorro pode inclusive ser domesticado, podendo aprender diversas coisas, desde o comando 'senta' até pegar o jornal e as correspondências todos os dias pela manhã e deixar em cima da mesa.

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Essa relação gera uma aproximação com o cão muito profunda", conclui a Design.

Animais e Humanos

Segundo especialistas, criar animais em casa pode ser ótimo para amenizar estresses e traumas. Para Guga Monteiro, Diretor da Doglikers, Startup voltada para adoção de cães, o contato com animais vai muito além da companhia que estes proporcionam. "Um pequeno tempo diário dedicado a eles funciona como uma terapia ao ser humano. Conversar e brincar com animais pode diminuir o estresse, sem contar o carinho que eles são capazes de doar. Os animais não precisam falar para compreender o que seus donos estão sentindo, eles sentem e se aproximam, fazendo companhia, interagindo, brincando ou simplesmente dormindo ao lado", explica Guga.

"Além disso, animais ajudam nas perdas pessoais, por exemplo. Estudos feitos com pessoas que perderam seus parceiros mostram que os donos de animais estão menos propensos à depressão e à sensação de isolamento. Crianças, mulheres e idosos, que geralmente tem mais carência afetiva, encontram nesses 'amigões' muito carinho, atenção e uma troca afetiva indescritível.

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Isso sem falar de momentos de doença, em que os animais parecem ser verdadeiros enfermeiros entusiastas", conclui o diretor.

Cães de guarda

Um detalhe que pode fazer a diferença na hora da escolha do animal de estimação é a questão da segurança, cada vez mais em uma situação delicada no Brasil. Nesse caso, os cães levam uma considerável vantagem em relação aos gatos, aumentando, ainda mais, a sua preferência dentre os humanos. "De fato, o gato perde consideravelmente em relação à segurança. Os cães servem também como cães de guarda, ou seja, protegem seus donos do perigo. Não precisam nem serem muito bravos para isso, seu latido ou estranhamento já avisa qualquer sinal estranho que possa vir a acontecer. Já o gato não, este realmente vive mais no 'mundinho' dele", explica Sônia Rondon.