Diferente do que já virou senso comum no país, especialistas cada vez mais relativizam o discurso de que a #Educação é a solução para acabar com a desigualdade social e econômica no Brasil. Isso porque, a grave disparidade existente em terras brasileiras seria mais um problema estrutural, que não vai ter fim apenas com investimentos em ensino. Segundo economistas, a falta de trabalhadores qualificados para determinados setores é o mais agravante.

Uma das formas de dar acesso ao ensino superior para negros e estudantes de escolas públicas é o sistema de cotas nas universidades. Para muitos, essa é a maneira mais imediata para amenizar a desigualdade no Brasil.

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Entretanto, outros acreditam que a ação não vai solucionar o problema da educação e da qualificação para o mercado de trabalho.

Para Juliano Castro, 28, autônomo, as cotas representam uma forma encontrada pelo governo de fugir do real problema do ensino público no Brasil. "Quando surgiram as cotas eu ouvia muito se falar que era uma medida temporária até resolver o problema da escola pública, mas de lá para cá já tem mais de 10 anos e eu não vi resolver foi nada. Aconteceu exatamente o que eu temia, o governo jogou para de baixo do tapete o principal problema e tá aí acomodado com as cotas. Enquanto isso, o ensino público ainda é uma porcaria", reclama Juliano.

Já para Amanda Oliveira, 19, estudante de enfermagem, as cotas podem não ser a solução para os problemas sociais e econômicos do país, mas ameniza uma situação grave de desigualdade.

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"Sei que as cotas não são uma solução definitiva, mas acredito que ela veio em um momento necessário, pois diminuiu um pouco a desigualdade com relação ao acesso a universidade. Agora muita gente que veio de família pobre está tendo a chance de se preparar para chegar ao mercado de trabalho de forma mais competitiva", garante Amanda.