Antônio Torres nasceu em 1940, no Junco, povoado situado no interior do sertão baiano que atualmente é denominado de Sátiro Dias. O escritor mudou-se para a cidade grande, assim como muitos de sua época. Primeiramente foi para Alagoinhas, objetivando a conclusão do Ensino Fundamental. Em seguida, desloucou-se para Salvador, onde desempenhou a função de repórter do Jornal da Bahia. Foi para São Paulo, aos 20 anos de idade, recebendo a missão de trabalhar no diário Última Hora, passando a adotar o ramo da publicidade. Durante três anos residiu em Portugal e atualmente mora no Rio de Janeiro. Apesar dos deslocamentos vividos por Torres, nota-se a presença de uma raiz fortemente fixa à sua terra.

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Antônio Torres: Representante do sertão nordestino

Com uma ampla produção literária, Antônio Torres é considerado um importante representante do sertão nordestino. Escritor brasileiro contemporâneo e preocupado em falar sobre sua terra. Diversas obras de sua autoria, como contos e romances são norteados através de uma temática que transita entre o regional e a narrativa histórica. Contudo, foi Essa terra (1976) que possibilitou o reconhecimento de Torres como um grande representante da #Literatura brasileira contemporânea.

Bibliografia de Antônio Torres

Antônio Torres apresenta uma bibliografia vasta: Um cão uivando para a lua (1972); Os homens dos pés redondos (1973); Essa terra (1976); Carta ao bispo (1979); Adeus, Velho (1981); Balada da infância perdida (1986); Um táxi para Viena d'Áustria (1991); O centro de nossas desatenções (1996); O cachorro e o lobo (1997); O circo no Brasil (1998); Meninos, eu conto (1999); Meu querido canibal (2000).

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Muitas dessas obras foram reconhecidas internacionalmente, sendo traduzidas e publicadas em países como França, Cuba, Argentina, Alemanha, Holanda, Itália, Estados Unidos, Israel e Inglaterra.

Por apresentar um grande reconhecimento em suas obras, Antônio Torres ganhou diversos prêmios como o título de "Chevalier des Arts et des Lettres", concedido pelo governo francês, em 1998, por conta dos seus romances publicados na França; em 2000 recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua produção literária. Ganhou em 2001, o Prêmio Zaffari & Bourbon, na 9ª Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo, com o romance Meu querido canibal. Recebeu recentemente o Prêmio Jeca Tatu, no 1º Encontro ALAP de Redação Publicitária, em Paraty.

Essa Terra e a questão da migração nordestina

Ao relatar a migração em sua obra, Torres, traz à tona não só um problema regional, pois, de forma singela penetra no que é universal. Desta forma, o Junco pode ser considerado como um lugar simbólico, onde é dada a possibilidade de refletir a respeito dos problemas de uma coletividade, não só a do sertão baiano, mas qualquer outra comunidade que sofre situações de exclusão, sem qualquer amparo social.

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Torres procurou abordar os conflitos do meio nordestino de forma inovadora e encantadora, em que cada elemento da narrativa funciona como um acessório indispensável na formação d' Essa terra. #Curiosidades #Vestibular