Um casal brasileiro reivindicou no último dia 11 a autorização para poder realizar o plantio da maconha. O pedido foi feito em um Fórum especializado no tema realizado em Campinas, interior de São Paulo, na Unicamp. O casal alega que usa a cannabis para o tratamento do filho de 11 anos que sofre de síndrome de Dravet. Segundo a mãe do garoto, após o uso da cannabis, as crises da criança diminuíram significativamente ao longo dos meses. A solicitação do casal aumenta ainda mais as discussões em torno da legalização da maconha no Brasil.

Opiniões

"O ser humano é essencialmente químico em sua composição e à medida que foi evoluindo, foi descobrindo substâncias que poderiam aliviar dores, curar doenças e gerar prazer.

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Os medicamentos são substâncias que possuem propriedades curativas ou preventivas de doenças e visam o estabelecimento da saúde do indivíduo. Assim como a maconha, a maioria dos medicamentos que conhecemos e utilizamos esteve, em algum momento, sob a investigação de cientistas e pesquisadores. Até agora se sabe que os canabinoides, substância ativa da maconha, possuem grandes potenciais terapêuticos e funcionam como analgésicos, anti-inflamatórios, estimulantes do apetite e antidepressivos, dentre outros", afirma a psicóloga Maristela Poubel.

"Acredito que a descriminalização é o primeiro passo antes da legalização. Por tudo isto, que qualquer passo precisa ser bem discutido, mas pode ser um passo a ser dado pelo Brasil na criação de um ambiente menos preconceituoso sobre o assunto. Veja o exemplo do Uruguai, nosso vizinho e de estados da federação dos Estados Unidos. Ideias como a de casamento homoerótico já foram tão abominadas, como hoje é por alguns a de descriminalização da maconha, e conseguimos aprovar pelas as instâncias do judiciário a partir de amplo debate, mesmo que os homossexuais sejam uma minoria da sociedade", diz o psiquiatra Sérgio Lima.

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#Legislação