Parece morte anunciada. Nos últimos quatro anos do #Governo Dilma, economistas, especialistas em contas públicas e jornalistas, denunciaram a alquimia econômica que faziam o ex-ministro Guido Mantega e o ex-presidente do Banco Central, Aldemir Bendine, para melhorar, artificialmente, as contas públicas e assim, ludibriar o mercado financeiro e especialistas. Agora, o Tribunal de Contas da União - TCU, contrariando prática histórica, quando as contas públicas sempre eram aprovadas, resolveu ir fundo na análise e encontrou diversas irregularidades fiscais que são indícios de manobras utilizadas para melhorar as contas do governo, referentes ao ano de 2014. Como consequência, o plenário do tribunal, votou, hoje (17), por unanimidade, o adiamento do relatório sobre o parecer das contas do ano passado e deu a presidente o prazo de 30 dias para explicar os indícios de irregularidades.

O TCU pediu esclarecimentos sobre 13 pontos das contas públicas, entre eles, um dos problemas encontrados são as chamadas pedaladas fiscais, que ocorreram em 2013 e 2014. Na prática, essa manobra funcionou da seguinte forma: o governo não tinha dinheiro para honrar o pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família e Seguro Desemprego, então pedia ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica que financiasse esses programas, com seus próprios recursos, já que o repasse de verba só ocorreria posteriormente. Essa ação do governo pedir adiantamento a bancos públicos, configura, segundo o TCU, uma ação de empréstimo, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Segundo o site G1, somente no ano passado, as tais "pedaladas" representaram uma distorção fiscal equivalente a R$ 7 bilhões. Contabilizando todos os pontos questionáveis na fiscalização, o montante é de R$ 281 bilhões a serem esclarecidos pelo governo Dilma, especificamente por 17 membros da equipe atual, além do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini e o ex-ministro da fazenda Guido Mantega.

É a primeira vez, na história do TCU, que o tribunal adia a votação do relatório sobre orçamento federal. Caso as contas públicas sejam rejeitadas, o que jamais ocorreu, poderá ser caracterizado o crime de responsabilidade, o que é considerado uma infração política-administrativa e que em última instância, pode ser o impedimento da função pública, ou #Impeachment. #Dilma Rousseff