Há algumas horas, o plenário da Câmara dos Deputados voltou atrás da decisão anterior e barrou a alteração para o tempo de cinco anos de mandato para cargos eletivos. Agora, a proposta de emenda constitucional da Reforma Política irá manter o mandato de quatro anos para cargos como vereadores, prefeitos, presidente, deputados e governadores. Para senadores, o cargo é de oito anos.

Após a Câmara ter voltado atrás, Eduardo Cunha, presidente da Casa, adiou a votação que fala sobre o financiamentos de campanhas políticas por empresas. O fim da discussão ficou para depois da volta do recesso de parlamentares, apenas em agosto.

O financiamento de empresas para partidos políticos já foi aprovado em dois turnos de votação. O Partido dos Trabalhadores (PT) está tentando derrubar a doação privada de campanha. De acordo com deputado do PT, Henrique Fontana, se a votação acontecesse hoje, o plenário rejeitaria o financiamento, e por isso Cunha teria adiado.

Para ser mantido na PEC, as medidas devem ter pelo menos 308 votos a favor. Primeiramente, os deputados votaram sobre o tempo de mandato de senadores e deputados, mas a medida não foi aprovada. Em seguida, aprovaram a retirada do mandato de cinco anos.

Os parlamentares contrários à votação afirmaram que as "bobagens" feitas na Câmara teriam que ser corrigidas posteriormente no Senado. Ele será responsável por analisar a PEC após o fim de sua tramitação.

Outro projeto que foi votado acaba, na prática, com coligações proporcionais. De acordo com o texto aprovado, a contagem de votos para eleição de vereadores e deputados será feita por partido, e não coligação. Atualmente, partidos pequenos conseguem cadeiras da Câmara por fazerem alianças com maiores. Agora, cada partido terá que conseguir sozinho o coeficiente eleitoral mínimo para eleger o seu candidato.

Ainda neste ano, o Senado já havia aprovado PEC com o mesmo objetivo, mas ela havia sido rejeitada pela Câmara. O novo texto elaborado teve como objetivo reverter a derrota para ter sucesso nessa medida que é vista como crucial para uma reforma política "de verdade".  #Governo #Reforma política