Em contraste com o ano passado, quando o Brasil colocou duas de suas principais universidades, apenas uma instituição de ensino superior se mantém dentro do top 10 dos países que fazem parte do Brics – bloco internacional que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A #universidade de São Paulo (USP), que em 2014 ocupava o 7° lugar, caiu duas posições e se encontra em 9° na atual pesquisa, realizada pela empresa britânica QS e divulgada nesta terça-feira (7).

A Universidade de Campinas (Unicamp) era a outra instituição brasileira que, ao lado da USP, constava dentre as dez melhores na pesquisa feita há um ano.

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No atual relatório, ela regrediu três colocações e agora é somente a 12ª principal universidade dos países do Brics.

Para construir o ranking e compor as colocações da instituições, a QS analisa uma série de fatores relacionados às estruturas individuais de cada universidade, tais como a reputação de mercado e acadêmica, o número proporcional entre professores e alunos, a qualificação do corpo docente e o número de estudantes internacionais.

Se fosse uma competição esportiva, a China seria, merecidamente, a grande campeã – vista de muito longe pelos demais adversários. No total, sete universidades chinesas constam no top 10. A Universidade Estatal de Moscou (4° lugar), da Rússia, e o Instituto Indiano de Ciência (5° lugar), da Índia, completam o grupo das dez primeiras colocadas.

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O domínio chinês é completo se comparado aos índices de #Educação superior dos outros países presentes no bloco. Dentre as 100 primeiras universidades listadas, 39 pertecem ao país asiático, o que corresponde a mais de um quarto das instituições do novo ranking.

Números do Brasil não empolgam

Outros itens referentes ao ensino superior também mostram que o Brasil tem muito a crescer e aprender com os próprios companheiros de Brics. As estatísticas do estudo, por exemplo, demonstram que o país tem muito a evoluir no quesito que corresponde à atração de estudantes do exterior.     

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) é a brasileira melhor rankeada neste critério, embora ocupe somente a 96ª posição entre as mais atrativas para estudantes internacionais.

Nos números gerais, o panorama brasileiro se alterou muito pouco com relação à pesquisa de 2014. De acordo com o QS, o país manteve rigorosamente o mesmo número de universidades no top 50, e conseguiu colocar uma a mais entre as 200 classificadas.

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Mas, dentre as 200, 27 delas tiveram queda na sua antiga posição e somente 12 apresentaram alguma melhora.  

Por outro lado, a vasta produção acadêmica brasileira é reconhecida pelos números e concede prestígio internacional ao sistema universitário praticado no país sob este aspecto. A USP e a Unicamp, líderes entre as demais universidades nacionais, colocam-se, respectivamente, no 15° e 16° lugar neste quesito. Em companhia a elas, outras 11 instituições brasileiras estão entre as 100 primeiras no que diz respeito ao conteúdo produzido nas academias.