Em Butiá, interior do Rio Grande do Sul, um trágico acidente acabou com morte na tarde desta quinta-feira (16). Uma mulher identificada como Gisbel Martins da Silva, de 29 anos, foi à região central da cidade comprar um colete à prova de balas em um loja especializada. Para se certificar da eficiência do material adquirido, ela solicitou que o atendente que vendeu a peça testasse dando um tiro à queima-roupa em seu peito. A bala disparada atravessou o tecido do colete e atingiu a região do tórax da mulher.

Informações obtidas por meio da Polícia Civil do município dão conta de que ela, de fato, teria pedido que o comerciante disparasse a arma na sua direção. Para tanto, foi utilizada uma arma de pressão, adequada para o calibre 22.

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Gisbel chegou a ser socorrida com vida logo após ser atingida. No entanto, ao chegar no Hospital de Butiá, ela não suportou a gravidade dos ferimentos e veio a óbito poucas horas depois.

O delegado designado a investigar os desmembramentos do caso, Pedro Urdangarin, informou que o colete perfurado e o revólver utilizado no trágico acidente já foram recolhidos pela perícia e serão submetidos a uma rigorosa investigação. O atirador chegou a ser identificado, mas rapidamente deixou a loja, fugiu do local e já é considerado foragido. A polícia realiza buscas na cidade.

De acordo com testemunhas já ouvidas inicialmente pelas autoridades, a mulher já tinha há algum tempo o interesse em comprar um colete à prova de balas porque pretendia abrir uma boca de fumo na localidade onde residia, a Vila Charrua, no interior do município.

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Conforme informações divulgadas pela polícia, Gisbel da Silva não tinha nenhum antecedente criminal. Contudo, ainda de acordo com as autoridades, familiares próximos da vítima possuíam ligações com o tráfico e, inclusive, seriam usuários ativos de drogas - e a auxiliariam nas atividades da boca de fumo. Na noite desta quinta-feira (16), um pedido de prisão preventiva ao atirador que matou Gisbel deverá ser encaminhado à justiça. #Crime #Violência