Para o presidente da ABES, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Dante Ragazzi Pauli, a medida de prorrogar o prazo de extinção dos lixões tomada pelo Senado foi coerente com a realidade de boa parte dos municípios brasileiros que, em grande medida, não dispõem de condições adequadas para tratar a situação. "O fato é que os municípios, principalmente os menores, não tiveram e não têm capacidade técnica e financeira para lidar com as questões dos resíduos sólidos", afirmou.

Ainda segundo Pauli, diante da dilatação do prazo, caberia ao governo estabelecer metas intermediárias a serem cumpridas pelos municípios, que deveriam apresentar avanços em sua documentação oficial enquanto não estivessem com recursos à disposição.

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"A experiência em nosso país tem mostrado que somente estabelecer um prazo não resolve o problema", complementou.

Como alternativa para a resolução do assunto, o presidente da ABES citou a criação de consórcios. Para ele, a ausência de iniciativas nessa direção estaria atrelada a "uma mistura de falta de interesse político com falta de conhecimento da legislação", citando como modelo bem-sucedido a ação do governo estadual do Rio de Janeiro,  que atuou diretamente com os municípios viabilizando parcerias dessa natureza. #Opinião #Sustentabilidade