O policial e atleta de ciclismo e triatlo, Carlos Eugênio da Silva, foi enterrado ontem à tarde no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. O corpo chegou pela manhã no Aeroporto Juscelino Kubitschek e foi levado para o prédio da direção-geral da Polícia Civil, onde foi velado e homenageado.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, compareceu ao velório para cumprimentar a família. No trajeto para o cemitério, aconteceram várias homenagens dos colegas da corporação e ciclistas. Um helicóptero ostentando as bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos derramou uma chuva de pétalas de flores durante o enterro.

Conhecido como Dentinho, Carlos tinha 48 anos e chefiava uma das seções da Coordenação de Operações Especiais da Policia Civil do DF. Estava representando o Brasil nos Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros, na Virgínia, EUA. Ele morreu no dia 02 desse mês, ao se envolver num grave acidente durante a prova da qual participava. Mais dois atletas envolvidos no mesmo acidente, estão hospitalizados em estado crítico. Michael Grahan, presidente da Federação Mundial de Esportes de Policiais e Bombeiros, afirmou que todos usavam equipamentos de segurança durante a prova. "Nós estamos profundamente tristes por um atleta que participava da competição ter morrido", lamentou Grahan.

Policiais do Condado de Prince William, e participantes dos jogos, homenagearam o corpo do atleta, dando-lhe tratamento de herói, mesmo ele sendo estrangeiro. O chefe de Polícia local comentou: " É estranho que a presidente Dilma Rousseff não tenha mencionado, em sua visita aos EUA, que havia uma delegação de policiais representando seu país no Jogos ". Também achou um absurdo que os atletas brasileiros tivessem que bancar suas participações com recursos próprios, sem nenhuma ajuda do #Governo brasileiro. Outro fato marcante nessa trágica história, é que as despesas referentes ao translado do corpo foram pagas pelo Departamento de Polícia Americana. Representantes do Itamaraty procuraram a família e garantiram que iriam acompanhar as investigações do caso, porém não se responsabilizariam com a destinação do corpo. Fato esse bastante lamentável, pois tratava-se de um brasileiro, membro de uma corporação policial e atleta, que estava representando seu país numa competição internacional.