Divulgado pelo Banco Central (BC) na manhã desta segunda-feira, dia 17, o boletim semanal Focus mostrou que os analistas das principais instituições financeiras acreditam em nova queda da economia brasileira para 2016. A previsão marca a primeira vez no ano em que os analistas demonstram acreditar em contração da economia para o próximo ano, a exemplo do que já vem ocorrendo em 2015.

Divulgado pelo BC todas as segundas-feiras, o Focus é um relatório de mercado que reúne as previsões econômicas de aproximadamente 120 bancos, gestores de recursos e demais instituições financeiras. O boletim é elaborado pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin).

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Previsão de queda da produção industrial e do PIB

No boletim divulgado na última semana, acreditava-se que o PIB (Produto Interno Bruto) – a soma de todos os bens produzidos no Brasil – ficaria estável em 2016, mas nesta semana a expectativa se alterou para uma queda de 0,15% no ano que vem. A expectativa para o PIB até o fim de 2015 também é negativa, com a estimativa de que a queda seja de 2,01%. No último boletim, os analistas apontavam que a queda no fim deste ano seria de 1,97%.

O boletim também mostrou alterações em relação à produção industrial, cuja estimativa de queda foi de 5,21% na semana passada para 5% nesta semana. Para o ano que vem, a projeção de crescimento foi de 1,15% no último boletim para 1% nesta semana.

Em relação ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o boletim aponta a porcentagem de 9,32% para 2015, e 5,44% para 2016.

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O índice reflete a previsão de inflação, que aparece acima da meta de 4,5%.

Para evitar que a inflação fique acima da meta, o BC elevou por sete vezes consecutivas a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que é usada como principal referência para as demais taxas da economia nacional. Em contrapartida, o BC tem argumentado que os efeitos da elevação da taxa aparecerão nos próximos meses.

A taxa deverá ser mantida em 14,25% até o fim deste ano, sendo gradualmente reduzida no próximo ano, cuja estimativa foi reduzida de 12% para 11,88%. A elevação da taxa busca conter a pressão sobre os preços dos produtos de economia, evitando juros mais altos e incentivando a produção e consumo internos.

 

Manutenção da Selic e expectativa do dólar

Apesar das sucessivas elevações, o BC indica que a Selic não será novamente elevada na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro. Presidente do BC, Alexandre Tombini declarou na última semana que é preciso manter a taxa no atual patamar por um período “suficientemente prolongado” para trazer a inflação de volta à meta.

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O boletim também mostrou aumento na projeção da cotação do dólar para o fim de 2015, que foi de R$ 3,40 para R$ 3,48, registrando uma subida pela quarta vez consecutiva. Para 2016, a projeção também aumentou, indo de R$ 3,50 para R$ 3,60.

Após fechar a R$ 3,48 nesta segunda-feira, dia 17, a moeda registrou leve alta em relação à última cotação. A subida se soma à alta do mês, acumulada em 1,71%, e do ano, onde a moeda americana já subiu 31,01% de janeiro para cá.  #Finança #Crise econômica #Blasting News Brasil