A Unesco lançou, em abril um relatório global da #Educação para todos, onde mostra que o Brasil possui 14 milhões de analfabetos acima dos 15 anos. No ano 2000, o Brasil e 164 países fecharam o acordo de Dacar, que tinha como meta melhorar a educação nesses países até 2015. O Brasil atingiu apenas duas das seis metas estipuladas. Uma delas foi a Universalização do ensino fundamental. Mesmo assim está longe da educação melhorar no país. O ensino deixa a desejar muito, com a desistência sistemática de jovens no ensino médio e o número de analfabetos que o país possui. A educação tem grandes desafios. O relatório mostra também o nível de repetência no país, que caiu de 24%, em 1999, para 9% em 2011.

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De acordo com Rebeca Otero, coordenadora da Unesco no Brasil, apenas 57% dos jovens nas cidades conseguem concluir o ensino médio até os 19 anos. Segundo ela, hoje em dia o ensino médio não possui boa estrutura para atender nossos jovens. Além disso é preciso melhorar a qualificação dos professores e as ferramentas utilizadas para atender melhor estes jovens. A alfabetização de adultos acima dos 15 anos sofre uma carência muito grande. Em todos os quatro cantos do país, seja na cidade ou no campo, existe um número grande de adultos entre 35, 40 e 45 ano , que não sabem ler, nem escrever. Este é um direito intelével da cidadania e, diante disto, aflora a desigualdade social, que nos mostra crianças mais frágeis e pobres, com mais chances de não conseguirem entrar na escola.

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O estudo da Unesco revela que existem 58 milhões de crianças fora da escola em todo o mundo e que 100 milhões de crianças não devem completar o ensino fundamental em 2015. A Unesco espera que até 2030 todos os jovens possam completar a educação primária, o ensino fundamental e médio. Com isto, este quadro finalmente muda. Estes dados da Unesco são chocantes. A alfabetização, não só das crianças, mas também dos adultos, é fundamental para a melhoria de vida. Uma pessoa que não sabe ler ou escrever acaba se desqualificando para o mercado de trabalho, já tão exigente.

Analfabetos na América Latina

No total são 36 milhões de analfabetos na América Latina, sendo que 38% são brasileiros. Uma pesquisa do Pnad de 2012, indica que o número de analfabetos era de 8,5% e subiu para 8,7%, quando a meta era diminuir para 6,5% segundo a ONU. As regiões mais carentes do país são o Norte e o Nordeste que sofrem com a falta da infraestrutura e onde o número de analfabetos é alto. Muitos desses adultos tiveram que trabalhar muito cedo para ajudar suas famílias. O Brasil está em oitavo lugar de acordo com um levantamento da Unesco, que mostra os países com as taxas mais altas de analfabetos no mundo.

Este quadro precisa mudar. A alfabetização é direito de todos e merece uma atenção especial. O Instituto Airton Senna resume nossa situação com a seguinte frase: "Nossa escola é do século: XIX, os professores do século: XX e os alunos do século: XXI". #Blasting News Brasil