No Brasil se doa proporcionalmente menos sangue do que em outros países da América Latina. A afirmação foi feita na semana passada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com os dados apresentados pela entidade, apesar de haver no território brasileiro um volume maior de coleta de sangue, ou seja, em números absolutos, se comparado de maneira proporcional a outros países, como: Argentina, Colômbia, México, Uruguai e Cuba, dentre outros, os brasileiros doam menos sangue.

A pesquisa, ainda não publicada oficialmente, e divulgada no último dia 19 de agosto pelo site de notícias BBC Brasil, faz parte de um estudo teórico e prático chefiado pela ONU e realizado em todo o continente americano.

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Ainda de acordo com a pesquisa, se comparado também com os países da América do Norte, Estados Unidos e Canadá, o Brasil também fica atrás em números de doações de sangue.

O estudo também identificou que 60% dos doadores brasileiros são voluntários, doam com regularidade, independentemente para quem seja. Já 40% destes são chamados por doadores de reposição, pois somente doam quando um parente ou amigo precisa da doação.

Se comparados com alguns países vizinhos, o número de doadores voluntários no Brasil também é menor. Em Cuba e na Nicarágua, por exemplo, a porcentagem deste tipo de doador é de 100%. Na Colômbia, o número chega a, aproximadamente, 90%.

Setembro Vermelho

Para estimular a doação de sangue entre seus funcionários e clientes, a empresa de inovações tecnológicas, 2S, criou a campanha intitulada “Setembro Vermelho”.

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Com o lema: “Doe sangue. Salve vidas. Seja você mesmo a solução”, a empresa espera contribuir com o aumento das doações de sangue no país. A Gestora de RH da 2S, Soraya Simões, explica mais sobre a ação.

“A 2S Inovações Tecnológicas sempre teve a preocupação em difundir internamente a consciência pelo trabalho social. A princípio, a campanha seria voltada apenas para os colaboradores, entretanto, quando começamos a entender e pesquisar, percebemos que a adesão dos colaboradores não seria 100% devido aos pré-requisitos necessários".

"Ao mesmo tempo, nos sensibilizamos com as estatísticas e foi aí que criamos o Setembro Vermelho, onde estendemos a campanha  para clientes, parceiros, amigos e familiares, para que unidos possamos ajudar muito mais vidas”.

“A Campanha terá início no dia primeiro de setembro e será finalizada no dia trinta. Para a doação, neste primeiro ano optamos por dois Hospitais: o Edmundo Vasconcelos, que é conveniado ao Banco de Sangue de São Paulo e o AC Camargo, que tem um banco particular e é especializado em atendimento ao câncer.

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Cada 450 ml de sangue doado é possível salvar até quatro vidas".

"Por isso temos como objetivo criar uma corrente para beneficiar o maior número de pessoas, pois a cada dois minutos uma pessoa precisa de sangue, segundo dados da ONU”, alerta Soraya.

Cultura de doação

Ainda segundo Soraya Simões, é preciso incentivar a criação de uma cultura de doação de sangue no Brasil. “Acredito que falta o hábito nos brasileiros referente à doação de sangue. Por isso as campanhas são fundamentais para criar essa cultura da doação de sangue.

Atualmente, por volta de 1,8% da população brasileira doa sangue e, dentro desta estatística, a maioria doa em virtude de algum parente ou amigo que precisa de doação. As doações voluntárias têm uma demanda bem pequena”, afirma.

“É preciso haver mais informações, esclarecimentos e campanhas para despertar nas pessoas o hábito de doar. Acreditamos que assim o volume de doação aumentará”, conclui Soraya. #Blasting News Brasil