Mais um dia corrido chega ao fim para Gabriel Martins, 28 anos, publicitário, morador do bairro de Brotas, em Salvador. No entanto, essa correria não é por conta de algum trabalho, pelo contrário, é justamente devido a busca por algum trabalho. Gabriel faz parte dos 8,35 milhões de brasileiros que estão atualmente desempregados no Brasil.

O número foi divulgado na última terça-feira, 25, pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) e é oriundo de uma pesquisa realizada pelo Pnad Contínua. Os dados já fazem parte da nova metodologia de cálculo realizado pela empresa de pesquisa, na qual, a cada mês são apresentados resultados equivalentes a um trimestre.

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Ainda segundo os cálculos divulgados, a taxa de #Desemprego no Brasil, registrado no segundo trimestre de 2015, é agora de 8,3%.

“Eu perdi o emprego em março e de lá para cá tenho procurado trabalho feito um louco. Assim tem sido a minha rotina. Imprimo várias cópias de meu currículo e saio batendo na porta das agências entregando. Pego muitas vezes quatro ou cinco ônibus por dia porque alguns locais ficam distantes, mas vou assim mesmo. Não gosto de ficar em casa esperando a crise acabar. Antes eu enviava e-mail para as agências, agora estou batendo na porta mesmo. Sei que isso pode não dá em nada, mas prefiro correr atrás mesmo. Às vezes fico bastante desanimado com a falta de respostas, mas continuo tentando”, afirma o publicitário Gabriel.

Crise Econômica

Que o Brasil está em uma grave #Crise econômica não é novidade para ninguém.

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Basta ligar a TV ou o Rádio na hora de algum Telejornal, ou acessar qualquer site de notícias do país, para “testemunhar” alguma notícia ou reportagem, algumas bem dramáticas, é verdade, sobre a profunda situação difícil em que vivem os brasileiros atualmente. Até mesmo a presidente da República Dilma Rousseff, que insistiu durante um bom tempo em negar que o país estava em crise, já admitiu erros do governo que levaram o Brasil a essa difícil situação.

Para o economista Adriano Fonseca, a junção entre uma maior procura por emprego e a falta de uma criação de novas oportunidades de trabalho gerou o aumento do número de desempregados no Brasil nos primeiros seis meses de 2015. “Como já foi divulgado pelo IBGE e pelo Pnad Contínua, no primeiro semestre deste ano, mais especificamente nos dois primeiros trimestres de 2015, houve muita procura por trabalho por parte da população, cada vez mais desempregada, e, em contrapartida, não houve o surgimento de novas vagas de emprego, ou seja, aumentou a procura, mas não aumentou a oferta”, explica Adriano.

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Ainda de acordo com os dados divulgados pelo IBGE, no mesmo período registrado em 2014, a taxa de desemprego era de 6,8%. O aumento já pode ser evidenciado no primeiro trimestre deste ano, quando a pesquisa realizada pela Pnad Contínua registrou o aumento da taxa de desocupados no país para 7,9%. Agora, com a taxa de 8,3%, o aumento do desemprego no país, em comparação com o segundo trimestre do ano passado, é de, aproximadamente, 24%, quase dois milhões de pessoas a mais. #Governo