Neste domingo (16), milhares de brasileiros devem voltar às ruas das principais cidades do país movidos por apenas um objetivo central: derrubar a presidente #Dilma Rousseff. Os três principais movimentos que mais uma vez estão liderando as manifestações anticorrupção – Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Revoltados Online – não temem a crítica por uma suposta “incoerência política”, já que devem poupar das palavras de ordem o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMBD – RJ).

Recentemente, Cunha teve seu nome envolvido em mais um desdobramento da Operação Lava Jato, que investiga um sistema de corrupção da Petrobras em favor de diversos parlamentares.

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Segundo relato de delatores, o peemedebista teria recebido cerca de US$ 5 milhões, o que resulta em R$ 17,5 milhões, de propina.

Para chegar ao objetivo final, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os movimentos centrais das manifestações de domingo, que se espalharão pelo país, fazem vistas grossas com relação aos eventuais “deslizes” de Cunha. Ele é visto como um aliado imprescindível para um processo de cassação de Dilma, já que tem o poder de colocar em votação na Câmara um pedido de impedimento da presidente.

“Há um consenso entre nós, o Vem Pra Rua e o Revoltados Online de que o momento é de se manifestar contra a Dilma. O objetivo geral do dia 16 deve ser o “Fora Dilma”. Temos que ter e demonstrar um senso de prioridade agora. Se Cunha de fato tem contas a acertar com a população e também na esfera judicial, nos manifestaremos na hora adequada.

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E não será no 16 de agosto”, contextualiza Fábio Ostermann, líder do MBL.

Entre os movimentos, há uma clara expectativa de que os protestos deste domingo possam influenciar definitivamente no cenário político do país. Dependendo do tamanho da mobilização nacional, cogita-se que Cunha possa votar o processo de impeachment já nas semanas seguintes. Os mais otimistas não descartam que a própria presidente Dilma Rousseff, com receio da ''voz das ruas”, possa renunciar.

Capitais se preparam para nova onda de protestos

Rotina no Brasil desde 2013, quando o mês de junho foi marcado por imensas manifestações que tomaram o país inteiro, os protestos têm modificado as grandes cidades e exigido uma força-tarefa no que diz respeito à segurança pública. Neste ano, as mobilizações de 15 de março e 12 de abril também tiveram grandes proporções. Para domingo, o MBL confirma que haverá ações em pelo menos 114 cidades.

Em São Paulo, a concentração será feita no Masp, na Avenida Paulista. A marcha se inicia às 14h.

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No protesto de 15 de março, a Polícia Militar de São Paulo contabilizou 1 milhão de pessoas. No entanto, o Datafolha calculou um número bem inferior e apontou 210 mil participantes. No Rio de Janeiro, haverá concentração na orla de Copacabana já no final da manhã. Haverá encontro no Posto 5, a partir das 10h.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, está marcada uma caminhada a partir das 14h que sairá do Parcão com destino ao Parque Farroupilha (Redenção). Brasília e Belo Horizonte também prometem grande representatividade no ato contra Dilma deste domingo. #Governo #Manifestação