A irritação era visível. Desconfortável com a decisão do funcionalismo público em paralisar as atividades de quarta a sexta-feira (21), o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMBD – RS), veio a público por meio de entrevista coletiva concedida na noite de terça-feira (18), no Palácio Piratini, salientar que haverá punição a quem se ausentar: “presença será presença, falta será falta”.

A insatisfação dos servidores públicos com o #Governo liderado por Sartori aumentou com a decisão de parcelar os salários do mês de julho. No entanto, o governador se antecipou aos prazos por ele mesmo estabelecidos e quitou todos os vencimentos 11 dias depois.

Publicidade
Publicidade

Mesmo assim, diversas categorias resolveram parar os serviços nesta semana.

“Nós vamos controlar o ponto de todo mundo. Serão descontados todos os dias de ausência daqueles que resolverem não ir trabalhar. Não há razão para esse tipo de greve nesse momento. Pelo bem dos gaúchos, peço a todos os servidores que não parem as suas atividades. Essa crise não iniciou agora”, conclamou Sartori, rodeado por diversos secretários de Estado e aliados políticos.

As declarações do peemedebista não foram bem recebidas por dirigentes sindicais e líderes da paralisação. O Cpers-Sindicato, entidade que representa os professores gaúchos, repudiou as palavras de Sartori.

“Quer dizer que ele não paga os nossos salários e vem dizer que vai cortar o ponto? Ele precisa ter muito mais seriedade. Nós temos o nosso ritmo e continuaremos com ele.

Publicidade

E assim ele nos dá mais um agravante. Se cortar esses dias de salário, vai piorar ainda mais a situação”, frisou Helenir Schürer, presidente do Cpers-Sindicato.

Como alternativa para enfrentar a crise financeira do Estado, o governo Sartori prepara um ajuste de medidas fiscais que deverão ser enviadas para a apreciação da Assembleia Legislativa. No entanto, o aumento de impostos enfrenta grande resistência entre parlamentares de outros partidos com poder de voto. #Manifestação #Crise econômica