Condenado à 106 anos de prisão por diversos crimes, Hildebrando Pascoal Nogueira Neto, ex-Deputado Federal pelo Estado do Acre, pode sair da prisão por progressão de pena. Conhecido por liderar um grupo de extermínio, o Esquadrão da Morte, Hildebrando era ex-Coronel da Polícia Militar e foi eleito Deputado Estadual e Federal pelo PFL, do qual foi expulso posteriormente.

Acusado de tráfico de drogas, assassinatos, formação de quadrilha, agiotagem, crimes eleitorais, entre outros, o ex-coronel teve o mandato cassado e foi preso em 1999, junto com mais 46 envolvidos.

Em 2006 veio a primeira condenação: 18 anos de prisão pelo assassinato do soldado Sebastião Crispin ocorrido em 1997, que testemunharia contra Hildebrando.

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Porém, o julgamento de maior repercussão foi em 2009, onde foi condenado também a 18 anos pelo assassinato de Agilson Firmino dos Santos, o "Baiano". O mecânico foi morto com vários tiros após ter os braços, as pernas e os testículos decepados com uma motosserra, enquanto ainda estava vivo. O filho de Agilson, Wilder Firmino de 13 anos, também foi morto no mesmo dia. Tal crueldade rendeu ao ex-deputado o apelido de "Homem da Motosserra", pois o próprio utilizou o maquinário em diversos assassinatos.  

O grupo de extermínio formou-se quando Hildebrando era comandante da Polícia Militar, no início dos anos 90. Ficou bastante conhecido por praticar assassinatos violentos, tráfico de drogas e roubo de cargas. Tinha entre seus componentes, policiais militares, justiceiros, ladrões e traficantes.

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Considerado extremamente violento, o grupo dominava as diversas camadas da sociedade e se infiltrou nos Três Poder do Estado do Acre.                                                                                    

Segundo publicação do G1/AcreHildebrando Pascoal já cumpriu o período de tempo preso em regime fechado ao qual lhe daria direito a solicitar a progressão de pena. Porém, o Ministério Público do Acre, através de parecer dado pelo promotores Danilo Lovisaro e Marcela Ozório, negou tal benefício alegando que o mesmo deverá passar por exame criminológico. "O exame atestaria ou não se Hildebrando tem condições, após passar por psicólogos, psiquiatras e de assistentes sociais, de sair do regime fechado", disse o representante do órgão.

Além disso, o MP afirma que o ex-deputado ainda não foi julgado por todos os crimes dos quais é acusado, ficando assim, sua liberação dependendo da avaliação da juíza Luana Campos, titular da Vara de Execuções Penais de Rio Branco.      

Relembre o caso do mecânico "Baiano":                                                                                                                             

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