Um estudo divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo DataSenado, instituto de pesquisas do Senado Federal, revelou que as mulheres brasileiras se sentem hoje mais desprotegidas e desrespeitadas do que há dois anos. Das 1.102 mulheres ouvidas na pesquisa realizada entre os dias 24 de junho e 7 de julho, apenas 5% acreditam que são plenamente respeitadas; 43% sentem que houve aumento do desrespeito - em 2013 o índice era de 35%. 

Apesar de conhecer a Lei Maria da Penha, instituída em 7 de agosto de 2006 para proteger mulheres de agressões físicas, psicológicas e morais, uma em cada cinco mulheres relatou espancamentos sofridos de seus ex ou atuais companheiros e namorados. 

Principais conclusões do estudo

Os pesquisadores mapearam em que locais as mulheres brasileiras se sentem desrespeitadas: 57% percebem desrespeito na sociedade em geral, 23% no tratamento familiar e 18% no ambiente de trabalho

O estudo revela que aumentou o pessimismo quando o assunto é a violência:

  • 63% das entrevistadas perceberam aumento; para 23%, tudo continua igual; e apenas 13% concluem que houve diminuição das agressões;
  • 63% das entrevistadas relataram #Violência física; 48% disseram ter sofrido agressões psicológicas - em 2013,  38% relataram esta percepção, portanto, um aumento de 10 pontos percentuais;
  • Já o índice de violência moral caiu de de 39%, em 2013, para 31% em 2015.

Perfil das mulheres agredidas

Quem são as mulheres mais agredidas no Brasil? A pesquisa revela os percentuais de cada perfil:

  • 27% das mulheres agredidas cursaram até o ensino fundamental;
  • 18% concluíram o ensino médio;
  • 12% têm curso superior.

Perfil dos agressores 

Quem são os agressores das mulheres no Brasil? A pesquisa mostra em percentuais: 

  • 73% dos agressores têm relação de afeto ou vivem com as vítimas;
  • 49% são maridos ou companheiros;
  • 21% são ex relacionamentos;
  • 3% são namorados. 

Grande maioria conhece seus direitos, mas ainda há necessidade de avanços

Quase todas as mulheres (97%) ouvidas pelo estudo são conscientes de que os agressores devem ser processados e punidos.

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Contudo, daquelas que já sofreram algum tipo de violência, 26% continuam convivendo com seus agressores. 23% dizem sofrer hostilidades todas as semanas e 67% são vítimas ocasionais.

O estudo aponta, ainda, que 21% das agredidas não denunciam ou procuram ajuda; 20% preferem pedir ajuda a familiares; 17% registram boletins de ocorrência em delegacias comuns e apenas 11% procuram as delegacias da mulher.

Subsídio para criação de leis de proteção à mulher

Sob o título 'Violência doméstica e familiar contra a mulher', a pesquisa é feita desde 2005 a cada dois anos e contempla cidadãs de todos os estados do país.De acordo com o cientista político Thiago Cortez Costa, assessor especial da Secretaria de Transparência, a pesquisa foi criada para "servir de instrumento para a elaboração de #Legislação de combate às agressões".

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O relatório, que pode ser consultado livremente pela internet, é formulado pelo DataSenado em parceria com a Secretaria da Transparência e a Coordenação de Controle Social do Senado Federal.

Você imaginava que as mulheres brasileiras se sentiam tão inseguras e desrespeitadas? Deixe seu comentário!  #Casos de polícia