A jovem de apenas 18 anos teve duas imagens e documentos pessoais publicado em redes sociais, logo após realizar o alistamento na Junta de Serviços Militar em Osasco, São Paulo, nesta última quarta-feira, 23. Nesse dia, ela ainda tinha 17 anos. A adolescente transgênera Marianna Lively tem o registro com esse nome desde quando tinha apenas 15 anos de idade.

Segundo o G1, o Exército Brasileiro foi procurado para esclarecer sobre o que ocorreu, mas ainda não se posicionaram sobre o assunto. Ainda não foi identificado o responsável pela publicação e divulgação das fotos e dos dados pessoais da moça. No entanto um registro de ocorrência foi feito na sexta-feira, 25, e o caso está sendo investigado.

Publicidade
Publicidade

No documento divulgado havia os telefones pessoais de Marianna e ela conta que está recebendo diversos telefonemas, alguns a elogiam, outros atacam a moça com palavrões. Ela explica que chegou para se alistar de manhã e em meia hora já estava saindo do local. Marianna revela que foi rápido e que saiu de lá sem ter sofrido qualquer comentário maldoso. Mas quando se aproximou das 14h ela começou a receber ligações de pessoas que queriam saber o nome em seu registro.

A jovem contou que o capitão pediu desculpas a ela pela imaturidade dos rapazes, pediu que os números dos seus telefones fossem trocados e deixasse o assunto ser esquecido. Apesar desses conselhos a adolescente diz que isso não resolveria o maior problema que são os seus documentos e endereço divulgados na web.

Marianna, quando mais nova, sofreu preconceito na escola, mas os seus pais sempre a apoiaram.

Publicidade

A jovem disse ao G1 que toda pessoa transgênera tem seus estágios e que sofreu muitos problemas na escola quando ainda era homossexual. No ensino médio ela não concluiu o curso pelo preconceito de alguns colegas.

Após as ligações ofensivas começarem, a jovem procurou ajuda da mãe e juntas foram até a Junta de Serviços Militar para falar com o responsável sobre o acontecido. Por medo, Marianna não fica mais em sua casa, morando em casa de familiares ela teme por sua segurança. #Crime #Internet #Comportamento