A maior parte dos especialistas brasileiros em política externa ou relações internacionais apoiaram a decisão da Presidente da República Dilma Rousseff e defendem a chegada dos refugiados sírios no Brasil. No entanto, quase todos eles também colocam uma ressalva com relação aos riscos de formação de bolsões muçulmanos no país.

É o que avalia o crítico social e político, Luciano Pires.

“A questão dos bolsões muçulmanos precisa ser olhada com atenção. O Brasil é um país que abraça todas as religiões, o mesmo acontecerá com os imigrantes. Mas acontecimentos em várias partes do mundo têm demonstrado que esses bolsões muçulmanos lidam mal com as leis liberais dos países onde se instalam.

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Isso tem que ser olhado com cuidado, sem xenofobia nem preconceitos, mas com a intenção de preservação de nossa democracia”, alerta.

O especialista em Relações Internacionais, Robson Valdez, também dá seu parecer.

“Hoje, um dos desafios do controle dos fluxos migratórios diz respeito ao #Terrorismo internacional que apresenta uma dinâmica de poder e de atuação bastante difusas. Atores não-estatais, na maioria das vezes, sem vinculação formal com um Estado legitimamente reconhecido pela comunidade internacional praticam atos de terrorismo em nome de ideologias político-religiosas fundamentalistas de alcance global que não existiam no final do século XIX”.

“Ainda que não se saiba com exatidão sobre a presença de células terroristas ‘adormecidas’ no continente americano, tem-se o receio de que terroristas possam se aproveitar da crise dos refugiados para estabelecer suas bases em outros países, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos.

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Contudo, apesar da complexidade da questão dos refugiados, o drama dessas pessoas não pode ser ignorado. Acredito que a crise na Síria, juntamente com a dinâmica de outros conflitos no oriente médio e na África,  criou um dos maiores dilemas humanitários deste novo milênio”. #Blasting News Brasil #Crise migratória