Os partidos de oposição e mesmo integrantes da base aliada, pretendem começar na próxima semana um movimento pró-#Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Resultado do encontro realizado na semana passada na casa do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) a decisão foi tomada nesta quinta-feira (3), com o aval de deputados de PSDB, DEM, PPS, PSC, Solidariedade e PMDB. Este último faz parte da base aliada do governo.

Os parlamentares decidiram criar um movimento para preservar e não expor os que fazem parte dos partidos que apoiam o governo e tentar evitar a cooptação por parte do governo. Como movimento, eles estão livres das assinaturas necessárias à formação de uma frente parlamentar.

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A intenção é se unir aos movimentos de rua e a opositores como o jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, que apresentou pedido de impeachment à Câmara, cujo pedido foi baseado afirmação que Dilma cometeu crime de responsabilidade com as “pedaladas fiscais”, e que também cita a Operação Lava Jato e a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Também há menção ao ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que solicitou à Procuradoria-Geral da República apuração sobre possíveis crimes eleitorais que teriam sido praticados pela campanha da presidente.

Nos bastidores comenta-se que Eduardo Cunha (PMDB-RJ), garantiu apoio aos planos dos partidos da oposição e moverá o pedido de impeachment da presidente Dilma em troca de sua própria permanência. A aliados disse que o processo é político, e não depende de um “fato jurídico concreto”, mas que a compra da refinaria de Pasadena, “é suficiente para cassá-la”.

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O movimento do PT em relação a uma possível “reconciliação” feito esta semana pela própria presidente Dilma Rousseff não vingou, mas teria sido motivado pela percepção desta disposição de Eduardo Cunha que é visto como o meio eficiente para o impeachment.

Os líderes do movimento decidiram criar um site e produzir material gráfico afim de estreitar as relações com os movimentos de rua.

  #Crise #Reforma política