Já dura exatos 118 dias a #Greve das universidades federais no Brasil. A paralisação teve início no dia 28 de maio e, desde então, a vida de milhares de estudantes no país se encontra estagnada. Segundo informações divulgadas no início desta semana pela Federação de Sindicato dos Servidores (Fasubra), os funcionários de 60 instituições federais aderiram a greve, além dos servidores de seis institutos vinculados ao Governo Federal.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, há, nesse momento, professores paralisados em 37 universidades federais em todo o Brasil, e também em mais quatro institutos federais (as informações são creditadas a Andes – Sindicato dos Docentes).

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Em nota oficial, o Ministério da Educação (MEC) afirma que está em plena negociação com as universidades e que busca uma solução imediata para o caso.

Além da paralisação das aulas, diversos serviços estão também paralisados, dentre eles, laboratórios, bibliotecas e o restaurante universitário, chamado pelos estudantes de R.U. Apesar do MEC comunicar que negocia o fim da greve, ainda não há uma previsão de quando esta irá acabar.

Estudos parados

Roberto Ramos, 22 anos, estava no último semestre do curso de Arquitetura da #universidade Federal da Bahia (UFBA) quando a greve começou. Segundo o universitário, a paralisação somente lhe trouxe perdas.

“Eu iria apresentar o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) no início do mês de julho e pegaria o meu diploma em agosto, quando já estava marcada, inclusive, a minha formatura, na Reitora da universidade.

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Com a greve, tudo foi por água a baixo. Me dediquei durante dois anos em um projeto para ser apresentado e estou agora sem saber quando vou poder apresentar e concluir definitivamente meu curso. A cada dia que passa fico mais ansioso e angustiado. Está muito difícil essa situação”, reclama Roberto.

Além de não poder concluir os estudos e se tornar um arquiteto graduado, devido a greve, Roberto ainda perdeu uma oportunidade de emprego, o que lhe deixou bastante chateado.

“Não gosto nem de lembrar cara. Isso é revoltante. O pessoal da empresa até gostava de mim e tiveram toda a paciência do mundo para esperar, mas, como a greve não acabou ainda, eles não puderam esperar mais. Com essa crise econômica que está aí, com tudo caro, inflação lá em cima, Dólar e Euro disparados, desemprego acelerado, eu ainda perco uma ótima oportunidade de emprego em minha área, e sem ter culpa nenhuma nisso, é lamentável. Não sei onde isso vai parar, mas essa greve precisa acabar logo. Eu não quero perder outra oportunidade, se é que ela ainda vai surgir né? A situação está a cada dia pior”, lamenta o universitário.

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Estudos nem começados

Daniela Santana, 18 anos, passou no vestibular no início do ano para o curso de Farmácia, na UFBA. No entanto, por causa da greve, a jovem ainda não pode iniciar o sonho de frequentar uma universidade federal.

“Não consigo descrever a agonia que estou vivendo. A aprovação no vestibular foi uma das maiores alegrias da minha vida. Quando vi meu nome na lista como aprovada senti uma felicidade que não me lembro de já ter sentido outras vezes na vida. Mas aí veio essa greve, e, agora, é só agonia e tristeza. Já tinha ouvido o pessoal mais velho falar em greves nas universidades federais, mas não imaginava que logo na minha vez de entrar iria acontecer uma. É muito triste. Já não sei mais o que fazer para ocupar meu tempo. Minha cabeça só pensa na UFBA”, afirma Daniela. #Blasting News Brasil